Fortaleza de São José pode se tornar patrimônio mundial

A Fortaleza de São José de Macapá, Patrimônio Material Nacional, possui 235 anos. Desde 2015, compõe a Lista Indicativa Brasileira de Patrimônio Mundial, feita e encaminhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Iphan) à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para que haja o reconhecimento da fortificação amapaense e de outras 18 do país, como Patrimônio Mundial.

Nesta segunda-feira, 11, teve início a primeira reunião técnica, no auditório do Museu Sacaca, entre representantes do Iphan e atores locais, com o objetivo de fazer uma reflexão e elencar estratégias no âmbito do processo de gestão dessas fortificações candidatas ao patrimônio mundial. Pela manhã, houve a abertura do diálogo e, em seguida, os representantes locais e nacionais – do Iphan e do governo do Estado -, fizeram uma visita ao monumento.

Marcelo Brito, diretor do Departamento de Articulação e Fomento (DAF) do Iphan, ressaltou que é notória a importância e o potencial da Fortaleza de São José de Macapá no âmbito do bem seriado – como é chamado o conjunto de fortificações indicadas -, e que essa visita ao local é necessária para embasar o trabalho a ser desenvolvido de agora em diante. “Para nós é fundamental conhecer, ver os potenciais da fortaleza e compreender suas limitações, que deverão ser enfrentadas de forma mútua para que tenhamos uma candidatura exitosa”, salientou Brito.

No mês de julho, o Governo do Amapá iniciou as obras de revitalização da Fortaleza de São José de Macapá e seu entorno. Os trabalhos abrangem a parte elétrica, iluminação, revitalização de banheiros, do espelho d’água, da casamata, do playground e troca de transformadores. O investimento está orçado em R$ 3 milhões e os trabalhos previstos para serem concluídos até dezembro.

Segundo Ricardo Cardoso, que na ocasião representou o Gabinete Civil do Governo do Estado, o reconhecimento mundial do valor histórico da Fortaleza de São José é de extrema importância para a preservação do monumento e a perpetuação de sua relevância para a história da humanidade. “Já estamos trabalhando para que esse reconhecimento seja concretizado. Os benefícios serão inúmeros, tanto no âmbito cultural, quanto para atrair meios de autossustentação do monumento, para fortalecer o turismo local e incluir, por exemplo, o ensino da história da fortaleza na rede escolar”, pontuou Cardoso.

À tarde, os representantes locais e nacionais voltaram a se reunir, seguindo com os diálogos até as 18h. Os trabalhos serão retomados amanhã, 12, às 9h, e seguem durante todo o dia. Serão discutidos, dentre outros aspectos, as estratégias de sustentabilidade, modelo de gestão, de uso, criação de um comitê técnico local para acompanhar a candidatura, e será traçado um cronograma de ações a serem desenvolvidas em conjunto com vistas ao reconhecimento das fortificações indicadas.

A perspectiva é de que o reconhecimento pela Unesco ocorra até 2021. Até lá serão realizados vários encontros técnicos em todos os Estados onde estão localizados os monumentos, com vistas à concretização do objetivo.

(Foto: Mateus Brito – Texto: Secom)

  • Excelente iniciativa, afinal, é um patrimônio que está enraizado nos corações dos Amapaenses e de todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer a história da Fortaleza de São José; uma obra fantástica que devemos valorizar muito mais que as pirâmides do Egito, Grande abraço

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