Hoje é o Dia Nacional da Poesia. E tem poesia de hora em hora aqui neste blog

Há muitos e  muitos e muitos anos   o Dia Nacional da Poesia é comemorado em 14 de março, em homenagem ao poeta Castro Alves que nasceu em 14 de março de 1847. Mas essa celebração não é  oficial.
Em junho de 2015 a então presidente Dilma sancionou a lei 13.131/2015 criando oficialmente o Dia Nacional da Poesia (31/10), homenageando o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade nascido em 31 de outubro de 1902. O projeto de lei foi de autoria do senador Álvaro Dias.

E assim os poetas e amantes da poesia comemoram tanto em março como em outubro.

Mas aqui neste blog todo dia é Dia da Poesia. E hoje, de hora em hora, vai ter poesia neste blog. Portanto, vai rolando a tela pra ler e se encantar.

Amar e ser amado
(Castro Alves)

Amar e ser amado! Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
P’ra tão puro e celeste sentimento:
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano —,
Beijar teus dedos em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
Confundido também, amante — amado —
Como um anjo feliz… que pensamento!

Ausência
(Drummond)

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

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