Maria Ester na Pauliceia Literária

esterA escritora amapaense Maria Ester Pena Carvalho participou,  semana passada em São Paulo, da segunda edição do Pauliceia Literária – o Festival Internacional de Literatura de São Paulo – que
tem por objetivo promover o debate sobre a literatura e os temas que se relacionam com ela, bem como fomentá-la por meio de mesas literárias e grupos de leitura.

É um evento muito importante para debates e troca de ideias. E Maria Ester, que estava lá pertinho em São José do Rio Preto, não ia perder de jeito nenhum. Foi lá, assistiu palestras, trocou livros e ideias com grandes nomes da literatura, dentre eles o moçambicano Mia Couto, que foi o destaque dessa edição.
E nos conta como foi.
Leia:
“Há momentos que ficam na caixa preta, não tem jeito…
Pauliceia Literária, aconteceu nos dias 24,25 e 26 de setembro tem por objetivo promover debates sobre Literatura e temas que se relacionam com ela através de mesas literárias, grupos de leituras, troca de livros e saraus, evento bienal em Sampa.

Noite do Festival Internacional de Literatura de São Paulo, sede da Associação dos Advogados do Estado de São Paulo (AASP)
Alegria de ver, ouvir, dialogar com nossos acreditamentos.
Mia Couto mais de 30 livros de prosa e poesia, além de diversas publicações em jornais e revistas. Moçambicano trata a realidade de seu país com uma linguagem encantadora e alegórica. Ficcionalmente retrata seu povo e suas aspirações.
Bate-papo literário fonte de inspiração reforçou o poder da poesia, do encantamento poético e da aceitação da nossa condição enquanto ser plural. Multiplicidade essa de seres que vivem dentro de nós…
Brilhante em seus posicionamentos citou obras de Jorge Amado, Milton Hatoum, Gabriel Garcia Marques entre outros.
Disse que tudo aquilo que nos marca em nossa história de vida reflete na nossa identidade.
Nessa hora pensei: talvez seja por isso que não vou cansar de dizer que vim do meio do mundo, nasci sob a linha do Equador, que sou Tucuju e que cresci a sombra das muralhas da Fortaleza de São José de Macapá e elas têm magia, memória… respiro a umidade da água do nosso rio-mar e gosto do banho de rio do Curiaú…

Um ser poético, tratou de questões como alteridade, emancipação, colonialismo português (independência de Moçambique, Angola) e de como podemos nos ajudar na busca da construção da nossa identidade através da Língua Portuguesa e da Literatura no fantástico do cotidiano.

Nós somos todos mestiços, essa é a condição primária do ser humano, não existe uma espécie pura, branca ou nacional, a ideia é que há em todo ser a essência humana e a partir disso precisamos nos unir na construção de identidade cultural mais participativa.
Frase da noite: “Ninguém é o que é por pura essência, nenhum grupo humano é pura essência. O que o escritor e todos nós temos que descobrir é qual a história ou quais as histórias que estão por trás disso e qual das pequenas histórias que estão por trás das grandes histórias”

Sigo grata a Deus e as pessoas que me apoiam, luto por aquilo que nasço, morro por aquilo que combato e tendo muita fé no que acredito.
Obrigada a minha rainha, Maria de Fátima, que fotografou e me acompanhou nessa agenda cultural.
Do encontro com Mia Couto ficou nos arquivos os olhos dele sorrindo ao receber meu livro “As aventuras do professor Pierre na terra tucuju”.
É de uma felicidade…”

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