Mauro Guilherme lança dois livros de contos dia 22

Poeta e escritor premiadíssimo, o promotor de Justiça Mauro Guilherme presenteia o público amante das letras com mais duas excelentes obras. São os livros de contos “História de Pássaro” e “Contos Estranhos”, que serão lançados dia 22, às 19h, no terraço da Procuradoria Geral de Justiça (Orla do Araxá).

Mauro já organizou várias antologias, participa de diversas e é autor de quase uma dezena de livros, dos quais destaco Reflexões poéticas (1988), Humanidade Incendiada (2003), Destino (2007), O Trem de Maria (2009), As Histórias de João Pescador (2010) e Histórias de Desamor (2012).

História de Pássaro – Conjunto de 27 contos de temáticas diversas, que se inicia com o conto que dá título ao livro, onde um pássaro se encanta com o menino em um rio, mas o menino não se encanta pelo pássaro. Três outros contos de pássaro seguem o primeiro.
Depois o autor passeia por histórias que vão desde uma fábula de uma minhoca e uma borboleta, até um monólogo de um Deus desesperançado com homem. Duas histórias de humor com fundo filosófico –entre três escritas- aparecem na obra, para, então, dar lugar a quatro contos, onde o crime é o tema, sendo que um deles enfoca a corrupção de um político, tema bem atual.
Três outros contos, que se passam no Rio de Janeiro, são uma crítica à violência do Brasil atual, e um deles (História de Judas) também ao mundo, no que ele se tornou, para a visão de um desalentado viajante do tempo.
Enfim, o livro termina com quatro “histórias do interior”, entre elas uma contra as guerras e outra um canto ecológico.

Contos Estranhos –  Conjunto de 27 contos fantásticos, de realismo mágico ou simplesmente “estranhos”, que inicia com o conto “O Castelo”, uma viagem onírica pelo século XIX, onde um homem volta ao passado para reencontrar seu grande amor. Nesse clima entre sonho e realidade estão também os contos “O Fantasma” e o “O Segredo”.
Os dois contos seguintes enfocam temática de fundo religioso, de modo que neles há um conteúdo moral. “Feliz Ano Novo” é um conto de solidão. Já “História de Natal” e “História de Menino” são contos em que a figura central é a criança ou a infância.
Os seis próximos contos têm algo comum entre si, qual seja, o drama e o fantástico, seja em um médico que se transforma em mendigo, sem que ninguém o reconheça, ou nas histórias de dois homens, onde um perde o sorriso e outro é incapaz de chorar.
Do conto “A Floresta” até “Novo Mundo” o homem está diante de um mundo onde tudo é estranho ao seu redor, enquanto de “Destino” até “15 minutos” – com exceção de “Não Sei de Nada” -, o personagem-narrador questiona a realidade e a vida.
Nos três últimos contos os personagens se reencontram com o passado, tendo ao seu lado um presente muito diferente.

 

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