PF faz segunda fase da Operação Devotos em Oiapoque

OIAPOQUE/ AP – Na manhã deste sábado (01/10) a Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Militar, realizou a segunda etapa da Operação Devotos, para reprimir crimes eleitorais na cidade que fica no extremo Norte do Amapá.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um na casa de um candidato a prefeito do município, outro em seu comitê de campanha e, ainda, um terceiro cumprido em um posto de combustíveis. Este último local estaria servindo como uma espécie de “balcão de negócios”, envolvendo votos para o candidato.
Nos últimos dias, a Polícia Federal recebeu e apurou várias denúncias de que estaria ocorrendo a seguinte prática no posto: condutores de veículos (motos, carros, etc.) iam ao local e trocavam tíquetes, supostamente recebidos por pessoas ligadas à candidatura, por abastecimento. Tal suspeita se tornou mais evidente com certa movimentação de veículos particulares transportando galões de combustível, também conhecidos como “carotes”.

O esquema envolveria ainda lideranças indígenas, uma vez que Oiapoque é a cidade que concentra a maior população de índios no estado do Amapá, e as aldeias, muitas distantes da região central do município, dependem de combustível para o funcionamento de geradores de energia, embarcações e outros.
Um cacique ouvido pela PF confirmou que recebeu gasolina em troca de apoio ao referido candidato. Com este índio, a polícia apreendeu três carotes com gasolina, além de documentos que comprovam a origem do combustível: o posto que fora alvo de busca na manhã de hoje.
Recentemente, a Polícia Federal abordou dezenas de veículos em Oiapoque. Muitos dos condutores para o mesmo local de origem e para membros da coligação do candidato a prefeito.
Apreensões
Nos locais vistoriados pela PF foram aprendidos talões do tíquete que seria trocado por combustível, computadores, pen drives, comprovantes de movimentação bancária e outros elementos. Dentre as apreensões, surgiram diversas listas de prováveis eleitores, com nomes, telefones e endereços. Mais curioso foi que contatos de caciques, de tribos diferentes, estavam no rol de documentos apreendidos.

(Ascom/PF)

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