Glicerão – 69 anos de história

Eles fazem parte da história do Glicerão

Mais antigo que o Maracanã, o estádio municipal Glicério de Souza Marques, em Macapá, foi inaugurado em 15 de janeiro de 1950, com um jogo entre as seleções do Amapá e Pará. Foi inaugurado com o nome Estádio Municipal de Macapá. Mais tarde mudou para Glicério Marques em homenagem ao primeiro presidente da Federação.

Comecei a frequentar o estádio – que era chamado de Gigante da Favela e de Glicerão – no início dos anos 70, quando trabalhava como repórter esportiva do Jornal do Povo.

Eles fazem parte da história

Na época não havia iluminação, portanto nada de jogos à noite. O campeonato era disputado no domingo à tarde, com a preliminar (chamada de esfria-sol) começando às 14 horas e a principal às 16h.
Geralmente a preliminar era feita pelos times menores, como o União e 13 de Setembro. O 13, coitado, certa vez não tinha dinheiro nem para comprar as chuteiras e os “craques” tiveram que jogar de chulipa – que não tem atrito – aí era um “cai-cai” que não acabava mais.

Em 1975 quando Manuel Antônio Dias era presidente da FAD (hoje Federação Amapaense de Futebol) o “Gigante da Favela” passou por uma grande reforma, talvez a mais importante da sua história, visto que recebeu iluminação e um gramado que era um primor.

Eles fazem parte da história
A inauguração em 15 de janeiro de 1950

Ah! as torres de refletores deixavam o povão boquiaberto, pois nunca se tinha visto isto por aqui.
Era uma beleza!
Para a reinauguração a FAD mandou buscar a Seleção Brasileira de Amadores que veio com todos os seus craques, entre eles o Éder, ponta-esquerda do Atlético Mineiro e mais tarde da Seleção Brasileira.

 

  • Que bacana, Alcinéa, bela matéria.O Glicerão merece a homenagem por todos os bons momentos que proporcionou aos amapaenses e os que pra lá foram viver.Vi a foto do meu tio Delbanor Dias como técnico da Seleção Amapaense e me emocionei.Ele, pra quem não sabe, é irmão da minha mãe Diva Dias Façanha.

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