(Adoráveis) Invasores

(Adoráveis) Invasores
Discretamente eles começaram a frequentar o quintal e, como ninguém se importou, eles passaram a se achar donos. Fizeram morada nas árvores, comeram algumas frutas e jogaram outras no chão.
Um dia avançaram mais e chegaram até a garagem, onde começaram a cantar e fazer festas. Ninguém os expulsou.
Não demorou muito um deles, talvez o líder do grupo, ousou mais: entrou sorrateiro na área de serviço. No outro dia voltou, comeu a ração dos cachorros e chamou seus comparsas para um banquete.
E como ninguém se importou abusaram mais ainda; invadiram a cozinha, se apropriaram da fruteira e bicaram mamão, bananas e outras frutas.
Da cozinha para a sala foi um pulo, ou melhor, um voo. E agora são os primeiros a chegar para o café da manhã e alegrar nosso amanhecer com seus maviosos cantos.
(Alcinéa)
  • Que coisa! Pensei que era só aqui em casa essa invasão.
    São beija flores, rolinhas e os mais assanhados: os bentevis. Esses são cara de pau, vão entrando, comem a comida do meu pinscher, o Teobaldo, que puto da vida declarou guerra aos passarinhos. Vivem às turras. E aqui e acolá encontra algumas penas. Acho que o Teobaldo, brabo como ele só, tem acertado algum dos invasores. Mas eles não desistem.

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