Celebrando a vida

SOntem comemoramos os 60 anos de idade do meu amado irmão Alcione Cavalcante, um homem culto, alegre, alma iluminada, coração de ouro, excelente pai, marido, irmão, avô, amigo.

SAlcione fez aniversário dia 13, mas a festa – organizada pela família foi ontem. Os filhos fizeram painéis com capas da coleção de discos de vinil dele, camisas dos clubes pelos quais ele torce e fotos. Um vídeo foi exibido contando a história dele, com fotos desde criancinha, tempos de faculdade, casamento, viagens, fotos atuais e com amigos. Rolou muito rock e MPB.
Foi uma noite de muito amor, alegria, música, afeto e reencontro de velhos amigos.

a15

a16

a17

“Que te abençoe a alegria da aurora
e a tristeza translúcida da tarde
e te abençoe o silêncio
e o riso claro das crianças felizes.
Que te abençoe finalmente
a infinita bondade de Deus
que te criou à imagem e semelhança
do meu sonho de poeta.”
(Alcy Araújo Cavalcante)

Alcione, engenheiro florestal e um dos técnicos mais competentes e respeitados na área, nasceu numa sexta-feira, 13 de agosto, às 13 horas para provar que o 13 não é e nunca foi um número que dá azar. Ao contrário, é um número de muita sorte.

Quando foi fazer vestibular na Universidade Federal do Paraná, Alcione saiu daqui de Macapá num dia 13. O resultado do vestibular foi divulgado num dia 13 e lá estava ele entre os aprovados. O número de sua casa era 713 e há muito mais trezes em sua vida que agora não lembro.

Mamãe é que sabia todos e adorava nos contar.

Mano, eu poderia contar aqui pros amigos as tuas peripécias quando moleque. Lembras quando resolveste ficar pulando de um cajueiro para o outro no nosso quintal, até que erraste o salto e levaste um quedaço e eu ali sem saber o que fazer? E quando a mamãe te mandava estudar depois do almoço? O que tu fazias? Enquanto ela ia tirar a sesta tu fugias pra brincar no quintal da dona Lourdes, nossa vizinha, ou para empinar papagaio e eu tinha que ficar de plantão pra te avisar com um assobio quando mamãe acordava. Tu ouvias o meu assobio, vinhas correndo, pulavas a janela do quarto, pegavas o caderno e fazias que estava estudando. E aquela vez que tu, o Zoth e a Lene me trancaram no guarda-roupas e ainda me deram um apelido que eu odiava? Ah, lembras quando a gente se escondeu embaixo de um pé de jasmim porque disseram que o mundo ia se acabar? Tem tanta historinha da nossa infância, né? Nem vou contar aqui o que tu aprontavas com o Zoth e com Alcilene. Deixo que eles mesmos contem.

Depois veio a adolescência e as minhas coleguinhas se apaixonando por ti e eu servindo de moleca de recado. Pode?

Vieram as festas no Macapá e na Assembléia e nós sempre juntos. Voltando dos bailes a pé, numa época em que se podia andar pelas ruas de Macapá a qualquer hora sem medo de assalto ou qualquer outro tipo de violência.

Quando foste estudar em Curitiba, tão longe, eu ficava contando os dias que faltavam para as férias pra te ver chegar, te ouvir falar da neve, das coisas da cidade grande e curtir os últimos lançamentos de “bolachões” que trazias na bagagem. E é com esta mesma ansiedade que hoje espero pelas noites de sexta-feira porque sei que religiosamente vens aqui na minha casa toda sexta à noite e todo sábado pela manhã tomar uma cervejinha, contar histórias e comentar sobre o que o rolou durante a semana na política, na arte, no carnaval…

Bom, mas como eu ia dizendo lá em cima, eu poderia contar aqui para os amigos que visitam meu blog, um montão de coisas da gente. Mas o que eu quero mesmo é falar que te amo muito, agradecer pelo teu carinho, pela cunhada e sobrinhos maravilhosos que me deste, pelo apoio que me dás sempre que eu preciso e dizer que se tu tens sorte porque nasceste num dia 13 às 13 horas, mais sorte tenho eu por te ter como irmão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *