A organização criminosa que usa sindicatos falsos para controlar a Fieap

O alvo da Operação Sindicus II, deflagrada hoje pela Polícia Federal (PF) em Macapá, Mazagão e Santana,  foi uma organização criminosa responsável por constituir sindicatos falsos para controlar a Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap) com o objetivo de desviar recursos”, informou o Ministério Público Federal (MPF)

O MPF iniciou a investigação em 2017 quando descobriu que uma organização criminosa atuava na criação de sindicatos fantasmas para assumir a diretoria da Fieap, com fins eleitorais e particulares.
Mesmo com o MPF ter movido ações contra o grupo na Justiça Federal, a maracutaia não parou.  No ano passado, o MPF recebeu novas informações sobre a continuidade dos delitos. “Parte dos integrantes da organização criminosa que atuou entre 2013 e 2017 seguiu com os crimes se associando a pessoas que, à época, eram suas adversárias. As provas colhidas, até o momento, apontam para a existência de disputa interna entre grupos que visam controlar a diretoria da instituição”, informou o Ministério Público, ressaltando que a  criação dos sindicatos falsos vem permitindo a promoção dos interesses da organização criminosa, mesmo estando a Fieap sob intervenção da Confederação Nacional da Indústria há sete anos.

De acordo com o MPF até o momento, foram constatados indícios de fraudes em todos os sindicatos investigados. Alguns deles são controlados pelas mesmas famílias, e diversos integrantes não exercem a atividade econômica correspondente ao sindicato. Há, inclusive, casos de integrantes falecidos ou que sequer compõem quadro societário empresarial. Foi comprovado , ainda, que muitas das empresas pertencentes aos membros das diretorias dos sindicatos vinculados à atual gestão da Fieap não exercem atividade de indústria.

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