A praga nas sementes de andiroba

Pesquisadores do Laboratório Entomologia de Ecossistemas do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) divulgaram ontem, 14, estudo realizado em uma espécie de mariposa causadora de perfurações nas sementes da andiroba. O trabalho foi realizado em parceria com pesquisadores em química da Universidade Federal de Alagoas e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap). Objetivo é encontrar ferramentas para combater e diminuir cada vez mais os ataques nas andirobeiras.

O resultado aponta a identificação de um composto de comunicação entre uma única espécie de mariposa – chamada de Hypsipyla ferrealis (broca da semente da andiroba).

Os estudos mostram que, dentre as formas de comunicação dos insetos o “cheiro”, emitido entre indivíduos da mesma espécie, é uma das mais eficientes. O cheiro são moléculas químicas percebido pelos movimentos das antenas dos insetos.

O pesquisador do Iepa, Alexandre Jordão, explica que as moléculas químicas que compõem “o cheiro” agem como sinais químicos e são chamadas de feromônios da mariposa. Essas moléculas são responsáveis pela orientação entre machos e fêmeas para que ocorra a cópula sexual. Os feromônios são utilizados no controle de pragas e como grande retorno à economia agrícola.

Temos como exemplo, o caso da broca-do-olho-do-coqueiro (Rhynchophorus palmarum) que em avaliações com coqueicultores do Estado do Amapá, tem apresentado grande resultado, capturando o besouro em armadilhas caseiras. Ferramenta promissora à redução de danos e mortes dos coqueiros locais.

“A pesquisa foi tema escolhido para trabalho de conclusão de doutorado da aluna Merybeth Triana, da Universidade Federal de Alagoas. O estudo já está em execução há dois anos. Após esta pesquisa os resultados poderão ser utilizados como ferramenta de monitoramento ou como controle, diminuindo os danos na andiroba, por meio do programa de manejo e combate a pragas no estado do Amapá”, disse o pesquisador.

As sementes de andirobas são de extrema valia na composição e na regeneração das várzeas e de outras florestas da Amazônia. Também, destas sementes se extraem óleos utilizados como poderosos fitoterápicos já há centenas de anos pelos índios ou por comunidades tradicionais, sendo um promissor recurso florestal não-madeireiro.

A próxima fase do estudo é realizar testes em campo, no ano que vem, para verificar a eficiência do composto.

(Fonte: Portal do Governo do Amapá)

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