Atenção! O “Olhão” da CEA pode estar te roubando

Há alguma errada nos medidores de energia da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).
Nos últimos meses não há quem não se espante ao receber a conta de luz cada vez com valores mais altos. E os valores absurdos não são  por causa do aumento na tarifa nem da tal bandeira vermelha.
Os medidores (vulgo Olhão) estão acelerados, mais acelerados que candidatos em véspera de eleição.
Pegue seus talões de luz e verifique o consumo nos últimos meses.
Muita gente diz “quanto mais eu economizo mais alta vem a conta”. Se você economiza a conta deveria baixar, lógico. Mas o que acontece é que deu a louca nos Olhões e eles rodam cada vez mais depressa registrando uma quantidade de KWH que você, na verdade, não consumiu.
Dou como exemplo as contas que chegam na minha casa:
Em julho o consumo (registrado no Olhão) foi de 1509kwh
Em agosto pulou para 1737kwh
E em setembro para 2.188

Se não acrescentamos nenhum eletrodoméstico, não aumentamos em nada o consumo, ao contrário passamos a diminuir, reduzindo o tempo de central de ar ligada, usando menos bicos de luz, reduzindo uso de aparelhos eletrodomésticos não tem como aumentar o consumo.
Essa matemática da CEA é coisa de outro mundo, é coisa surreal, é fora de qualquer realidade.
Quanto menos você consome, mais paga.
E vale lembrar que em Macapá falta energia elétrica todo dia.

Não sei há quantos anos a CEA implantou os “Olhões”, mas uma coisa que nunca vi foi fazerem manutenção nesses aparelhos. E digo isto porque na frente da minha casa tem um poste com oito medidores e nunca – mas nunca mesmo – vi alguém fazendo manutenção nesses “olhões” velhos, sujos e embaçados.

  • Atenção Ministério público e políticos que estão enganado o povo sobre a redução da conta de energia elétrica. Além dos problemas técnicos que contribuem para o aumento da conta de energia um outro fator deve ser considerado, os componentes que formam a planilha de custo e origina a tarifa. Esses fatos tem o maior peso na composição do valor final da conta de energia no final de cada mês e deve ser transparente e discutido com a sociedade, entre os fatores, vou destacar um, o roubo de energia, salvo engano estar a mais de quarenta por cento, ou seja de cada 100WKH comprado pela Cea. para revenda, ela só consegui vender 60 o restante é roubado. O que precisamos saber é se o montante roubado é diluído na tarifa se positivo, estar justificado parte do aumento astronômico na tarifa de energia elétrica no Estado do Amapá.

  • Lendo a informação do ZEMA, referente a substituição dos olhões, acrescento que isso se deve a necessidade, para um futuro próximo, a implantação da telemetria na leitura e/ou desligamento/religamento de unidades consumidoras do grupo B (residencial/comercial com potência instalada até 50 KW).
    O Sistema (telemetria) já sendo implantado, gradativamente, em grandes assinantes (grupo A), por área/bairro.

  • À época em que foram instalados os medidores em poste (olhões) houve, em Manaus, decisão judicial federal exigindo a retirada dos referidos “olhões” (os de Macapá são do mesmo modelo e fabricante daqueles), onde foi constatada a sua inadequação as temperaturas por aqui existentes (norte do país). Infelizmente, pois fazem mais de 10 anos, não lembro do número da decisão judicial.
    Ora, esse fato acrescido da falta de aferição periódica (manutenção) dos mesmo acarreta agravamento do problema, onde o consumidor é o penalizado. Pois a CEA se beneficia com o aumento de suas receitas. Portanto não interessa, a ela corrigir a cobrança, ao consumidor, indevida.
    Todavia, alerto que o problema, também, é constatado nos medidores digitais recém instalados.
    Recentemente um amigo meu me mostrou as contas correspondente a 10 meses que correspondiam a leituras de antes e de depois da substituição do medidor.
    No período correspondente ao medidor analógico o consumo médio mensal se mantinha-se estável. Variando, tão somente, em relação ao ciclo de leitura (de 27 a 33 dias, conforme previsto na Resolução da ANEEL).
    No período referente ao medidor digital, constatei, a revelia dos procedimentos implementados para a redução do consumo, aumento médio de 100 KWh/mês nas contas.
    Exemplificando: Primeiro mês – 800 KWh. Segundo mês – 900 KWh. Terceiro mês – 1.000 KWh…
    Considerando essa variação, o consumidor, ao final de 12 meses, teria pago, indevidamente, o
    equivalente a 1.200 KWh. ISSO É ABSURDO!!!!!
    Além dos procedimentos que o ZEMA falou, outros devem ser implementados, como:
    (1) Quando ligar ferro elétrico, passe o maior número possível de peças de roupa. Não ligar, nunca, ferro pra passar uma única peça, pois no período de aquecimento ocorre o maior consumo.
    (2) Só ligar chuveiro elétrico em situação especial. Porém, quando da necessidade de sua ativação, utilize-o racionalmente (no máximo 10 min.). Isso vale, também, pra torneira elétrica.
    (3) Procure utilizar, quando os tiver, o mínimo possível, eletrodomésticos de alta potência (consumo) como: forno de micro-ondas, lavadoura de louças, forno elétrico e outros.
    (4) Promova manutenção ( limpeza) nos aparelhos de ar (central ou de janela), no máximo, de 6 em 6 meses. Esse procedimentonão só acarretará redução no consumo como manterá, o ambiente, saudável.
    (5) Reapertar os parafusos dos disjuntores no quadro de energia (distribuição) de 6 em 6 meses. A passagem de corrente, pelos mesmos, acarreta dilatação (folga). Tendo como consequência aquecimento e, por conseguinte, perda, impactando, pra mais, no consumo
    (6) Recomendo que equipamento cuja potência seja superior a 1.000 W seja instalado em circuito exclusivo.
    (7) Recomendo, também, que as instalações elétricas sejam reavaliadas quando da inclusão de novos aparelhos/equipamentos; bem como seja atualizada após 10 anos de uso.

  • Uma outra coisa. Pelo que estou sabendo, a CEA contratou uma empresa para substituir todos os “olhões”. Terão que retirar o padrão “olhão” e retornar ao padrão convencional, previsto na norma CEA. E de graça. Todos os custos serão por conta da CEA.
    Ainda existem mais de 8 mil “olhões” em atividade.

  • É evidente que pode estar havendo leitura alterada nos medidores, porém é preciso ficar de olho nas instalações e fazer manutenção preventiva regularmente, reapertando conexões, verificando pontos quentes no sistema. Isso provoca um efeito chamado de efeito Joule, que é o aquecimento das instalações e que o medidor mede como se fosse uma carga resistiva, como um ferro de passar roupa, por exemplo. Isso provoca uma perda muito grande e como dá no bolso!

  • Alcinéa,

    Você tocou em um ponto que é comum a todos os consumidores de energia elétrica amapaense. Manter os mesmos aparelhos, hábito de consumo sem o anúncio de reajuste de tarifa e o valor do talão se elevar a cada mês é no mínimo estranho.

    A questão da manutenção dos “olhões” é de fato algo que nunca presenciei.

    Acho que os “olhões” estão sendo movidos a energia elétrica. E das nossas casas, só pode!

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