Chega!

profs1Sem vigilantes desde o inicio do mês, as escolas públicas são alvos de arrombamentos e furtos todos os dias. Desde o dia 5, quando foi encerrado o contrato entre o Governo do Estado e as empresas de vigilância, mais de 20 escolas foram alvos do bandidos que delas furtaram televisores, merenda escolar, botijões de gás, computadores e todo tipo de material didático.
Além desses furtos, tornou-se comum em qualquer turno bandidos invadirem as escolas para assaltar professores e alunos.

Hoje pela manhã, professores e estudantes fizeram um ato público na frente do Palácio do Governo reivindicando segurança.
À tarde na escola Maria do Carmo professores e pais de alunos estiveram reunidos para tratar do assunto e decidiram enviar um abaixo-assinado ao Ministério Público Estadual. Outras reuniões com o mesmo objetivo serão realizadas nas demais escolas.
Em reportagem do G1-AP, a Secretaria de Estado da Educação informou que “câmeras para o monitoramento eletrônico 24 horas serão instaladas nas escolas até o fim do ano.”

Sim. E até lá a bandidagem vai continuar fazendo a festa? Será que até lá ainda restará alguma coisa nas escolas?

O professor Ronan Almeida, que já foi diretor de escola, diz que câmeras não impedem a ação dos ladrões. Ele ressalta que até 2014 foram colocadas 32 câmeras na Escola Lima Neto, mas sem vigilantes, os arrombamentos e furtos acontecem. Na madrugada de hoje, por exemplo, a cozinha e lanchonete da escola foram arrombadas. De lá os larápios levaram até um aparelho de televisão que estava numa grade com cadeado.
“Tem que ter os vigilantes! Do jeito que governo quer não tem condições”, enfatiza.

De acordo com o governo, a  partir desta quinta-feira, 18, o Policiamento Escolar – que faz rondas dentro e nos arredores dos colégios – estenderá o serviço até a madrugada. “Antes, o patrulhamento era feito até às 23 horas, horário em que os estabelecimento escolares ficavam vazios”, informou a Secretaria de Comunicação.

A Secretaria de Comunicação informou também que  governo decidiu não renovar os contratos de vigilância privada da Secretaria de Estado da Educação (Seed) porque o valor global da fatura seria aumentado em 30%, o que resultaria em um custo de R$ 5,2 milhões por mês. A fatura custava mais de R$ 4 milhões mensais aos cofres públicos, quase R$ 49 milhões ao ano.

Além disso, atualmente, o passivo com os serviços de vigilância na educação é de aproximadamente R$ 19 milhões, correspondente aos repasses de março a julho. Diante disso, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) recomendou que os contratos não fossem renovados, já que a projeção financeira não mostrava saída para sanar os débitos.

  • É preciso de um governo duro, capaz de por a polícia nas ruas. Com culhões para ordenar. Com capacidade para mandar. E parar de frouxura, de ter medo da imprensa e dessa onda de direitos humanos. Direito é para quem tem. Não para bandidos.
    Nunca esse estado vai ter isso, com os governantes que temos.

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