De dentro da prisão estelionatário aplica golpe em mais de 3 mil pessoas no Amapá

Odacyl Reis Lima, 44, é o homem identificado pela polícia como sendo o responsável em aplicar crime de estelionato em aproximadamente 3.700 pessoas. Dentre as vítimas existem delegados de polícia, advogados, gerentes de bancos, funcionários públicos, empresários, entre outras.

Agentes do Núcleo de Operações e Inteligência da Polícia Civil do Amapá (NOI), coordenados pelo delegado Leandro Totino, investigaram o caso durante oito meses e descobriram a trama do homem mais conhecido como “Lima”, que está desde 2007 preso no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) cumprindo pena pelo mesmo crime, ou seja, estelionato.

De acordo com o delegado, a partir da denúncia a investigação foi iniciada com pedido de quebra de dados telefônicos à Justiça e o quebra-cabeça começou ser desmontado apontando pessoas envolvidas. Segundo ele, no primeiro momento os suspeitos pareciam ser partícipes do crime, mas, no decorrer da apuração, a polícia ficou convencida de que eles eram vítimas de Odacyl.

Os golpes consistiam em oferecer empregos em órgãos públicos por meio de contratos administrativos, emissão de Carteira Nacional de Habilitação, aluguel de carros, empréstimos em bancos. Ele se apresentava às pessoas como sendo figura importante no Estado ligado a políticos, por isso tinha influência para conseguir empregos.

Um funcionário de uma agência bancária de Macapá abriu mais de 100 contas correntes em nomes de pessoas indicadas pelo presidiário, que fazia contatos exclusivamente via telefone celular, embora estivesse dentro da penitenciária. Quando a gerência do banco descobriu que tudo era uma farsa o funcionário foi demitido.

Uma senhora alugou um carro de luxo para fazer o recebimento de dinheiro entre os municípios de Macapá e Santana, haja vista que Odacyl Lima lhe garantia o emprego ou outro benefício, mas a pessoa tinha de pagar no mínimo R$ 250. Essa mulher herdou um prejuízo de R$ 20 mil e ainda está com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito.

Entre as vítimas existe uma mulher para quem Odacyl Lima efetuou mais de mil ligações, sendo que ambos tinham um relacionamento amoroso virtual. A polícia ficou sabendo que ela era responsável por receber o dinheiro dos possíveis beneficiados, cujo ponto de encontro era em uma lan house.

Por enquanto a polícia descobriu um rombo de aproximadamente R$ 1 milhão e mais de 3 mil pessoas enganadas pelas trapaças de um interno da penitenciária.

(Secom/GEA)

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