Incêndio na Reserva Biológica do Lago Piratuba já dura duas semanas

Há duas semanas um incêndio atinge a Reserva Biológica do Lago Piratuba, no extremo leste do Amapá.  As queimadas já cobrem, aproximadamente, 15 quilômetros da região.
A área – que é administrada pelo Governo Federal – tem 400 mil hectares e fica localizada nos municípios de Amapá e Tartarugalzinho.

O Corpo de Bombeiros do Amapá (CBM) integra as ações de combate ao incêndio que, atinge a Reserva Biológica do Lago Piratuba. O trabalho de enfrentamento é coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Marinha do Brasil.

Neste domingo, 12, o helicóptero da Marinha do Brasil lançcou água nos focos de incêndio. A aeronave possui rede para carga externa e cesto para lançamento de água, além da capacidade de transportar até 3 toneladas de carga. Outra aeronave, tipo esquilo, do ICMBio, atuou em conjunto na operação.

“Verificamos que, em vários pontos, apesar do incêndio estar grande, existem aceiros naturais e rios no caminho que podem conter a queimada. Existe apenas um ponto que foi verificado em que precisa ser realizado o combate”, explicou Alexandre Veríssimo, comando do CBM Amapá.

Por ser subterrâneo, o incêndio de turfa, que acontece na reserva, é um dos mais complexos tipos de incêndios florestais a serem combatidos.

A turfa é um material orgânico formado pela decomposição da vegetação que se acumula no solo e pode alcançar vários metros de profundidade, virando uma massa altamente inflamável rica em carbono, o que facilita a combustão. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a melhor forma de combate a este tipo de ocorrência é a escavação de trincheiras no solo para promover a descontinuação do fogo subterrâneo, além do lançamento de água pela aeronave.

(Com informações da Secom/GEA)

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