Justiça determina que mineradoras apresentem documentação sobre segurança nas barragens no Amapá

A Justiça Federal determinou que cinco mineradoras que atuam no Amapá apresentem documentação sobre a segurança de suas barragens de rejeitos. A decisão, notificada na última sexta-feira (11), atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Além dos documentos, as empresas também deverão informar se mantêm serviço especializado em segurança de barragem, conforme determina a legislação.

No prazo de 30 dias, as mineradoras deverão apresentar cópias do Plano de Segurança da Barragem atualizado, do Plano de Ação de Emergência, do último Relatório de Inspeção Regular da Barragem e da Declaração de Estabilidade da Barragem. Para o MPF, os documentos são necessários para colocar em prática qualquer ação preventiva com relação às barragens de rejeito no Amapá. “A ausência da documentação comprobatória de que as empresas estão cumprindo o determinado pela legislação de regência (…) impede que medidas preventivas sejam adotadas no intuito de evitar possível degradação socioambiental e socioeconômica decorrente de uma falha ou rompimento de barragem de rejeito”, ressalta trecho da ação assinada pelo procurador da República Rodolfo Lopes.

Em fevereiro deste ano, o MPF já havia solicitado, por meio de recomendação, que as empresas encaminhassem os documentos que comprovam a estabilidade das barragens. Com o não cumprimento das recomendações, o MPF ingressou com ação judicial para garantir a entrega da documentação. Foram notificadas a apresentarem os documentos as mineradoras: Empresa de Mineração, Exportação e Pesquisa do Amapá (Empa); Beadell Brasil Ltda; Zamapa Mineração S.A.; Empresa Cadam S.A; e Zamin Amapá Mineração S.A – em recuperação judicial.

Prevenção – O rompimento de barragens de contenção de rejeitos pode gerar danos ambientais significativos. No estado do Amapá, as mineradoras têm um complexo de barragens que precisa ser fiscalizado e gerenciado a fim de que não aconteçam danos ao meio ambiente e à saúde humana. A atuação do MPF tem caráter preventivo e busca evitar tragédias, a exemplo do rompimento das barragens nos municípios de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais.

(Assessoria de Comunicação Social/MPF)

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