Ao contrário do que informou a Prefeitura, MP assegura que em nenhum momento apontou inconsistências ou recomendou a suspensão de pagamento de benefícios aos inscritos no Cadastro Único do Governo Federal

A Prefeitura de Macapá, por meio de release enviado a imprensa na tarde de hoje, informou que  suspendeu a distribuição dos cartões magnéticos do Auxílio Alimentação, após uma recomendação do Ministério Público Estadual. Segundo a Prefeitura, o  MPE apontou inconsistência nas informações e possíveis irregularidades encontradas na execução do cadastro e distribuição para os beneficiários.
No mesmo release, a Prefeitura de Macapá fez um convite à imprensa para uma entrevista coletiva sobre o assunto com o prefeito Antônio Furlan e com a secretária Municipal de Assistência Social e Trabalho, Patrícia Ferraz, marcada para às 10h desta quinta-feira, 7.

Ao tomar conhecimento disso o Ministério Público Estadual emitiu uma nota dizendo que “nenhum momento apontou inconsistências ou recomendou a suspensão de pagamento de benefícios aos cidadãos  inscritos no Cadastro Único do Governo Federal” e que lamenta que a SEMAST tenha feito divulgação equivocada do trabalho de apoio prestado pelo órgão ministerial.

Leia a nota do MP

“Nota de Esclarecimento

Nesta quarta-feira (6), o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da promotora de Justiça Andrea Guedes, participou de reunião com gestores municipais da Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho (SEMAST) e Procuradoria-Geral do Município (PROGEM), mas, em nenhum momento apontou inconsistências ou recomendou a suspensão de pagamento de benefícios aos cidadãos  inscritos no Cadastro Único do Governo Federal.

A promotora Andréa Guedes, designada pela procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, vem atuando, como órgão fiscalizador, desde a gestão anterior, por meio do Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP) e do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro. (LAB-LD), para cruzar os dados dos beneficiários, enviados pela Prefeitura de Macapá, com fontes abertas  e fechadas, orientando a gestão municipal sobre os nomes que deveriam passar por investigação social. Não cabe ao MP-AP a retirada de nenhum nome, tampouco, a indicação para que isso ocorra.

O MP-AP lamenta que a SEMAST tenha feito divulgação equivocada do trabalho de apoio prestado pelo órgão ministerial, que assevera sua permanente luta pela total lisura e transparência dos atos públicos. Por fim, o MP-AP reitera que, caso houvesse identificado qualquer irregularidade, teria tomado as devidas providências.”

  • É isso que dá botar o carro na frente dos bois! Às vezes o rebanho não se desvia a passa por cima, quebrando o carro.
    Humm!

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