Novo aeroporto, menos voos

O novo aeroporto internacional de Macapá  está uma belezura. Grande, confortável, moderno.
E eis que quando se pensava que, com esta belezura, o número de voos ia aumentar e a passagem baratear, se dá o contrário: a Gol, por exemplo, vai deixar de fazer aquele  voo direto MCP/BSB/MCP. Segundo o turismólogo Sandro Bello a interrupção desse voo representa uma perda aproximada de seis mil vagas por mês.
E não é só isso. “Hoje temos 7 voos diários de segunda e sexta e 5 fim de semana. A partir de abril esse número cai para cinco de segunda a sexta e três nos fins de semana”, ressalta o turismólogo.

Ele diz ainda que a redução de voos inibiu empresários que tinham interesse em explorar os espaços comerciais no novo aeroporto haja vista a diminuição  do fluxo de pessoas, potenciais consumidores.

O que leva as empresas aéreas a se distanciarem cada vez mais do Amapá é a alíquota do ICMS do combustível: 25%, uma das mais altas do país. Enquanto não houver redução da alíquota não se pode sonhar com mais voos e a belezura do aeroporto vai servir mais como foto de capa de facebooks.

Há anos o senador Randolfe Rodrigues vem tentando convencer o executivo estadual a baixar a alíquota. Mas tanto o ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) como o atual Waldez Góes (PDT) se mostraram resistentes a essa proposta.

A Associação Brasileira das Agências de Viagens/Amapá (Abav/AP) anunciou hoje que vai solicitar ao governo do estado a redução da alíquota mostrando que se isso acontecer “vai ser possível a articulação para novos voos, sendo um deles a rota Macapá- Cayena e novos trechos nacionais”.

Tem gente apostando que a belezura do novo aeroporto vai sensibilizar o governador Waldez Góes.
Será?

 

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