Operação Traquinagem: Ex-deputados participavam do esquema de exploração ilegal de madeiras

O Ministério Público Federal no Amapá apurou que o diretor do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap), em 2017, utilizou laranjas para assumir a direção de madeireira que era de sua propriedade. A madeireira teria sido criada  com o propósito de receber investimentos estrangeiros, a empresa se limitou a serrar madeira, em razão das negociações terem se tornado infrutíferas.
O empreendimento também foi utilizado para comercializar madeira doada ao estado, o que é ilegal. Toda essa traquinagem  contou com a participação de dois ex-deputados estaduais, um deles secretário do alto escalão do governo do Estado.

As investigações apontam que, após o encerramento formal das atividades, as movimentações no Sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), em nome da empresa, continuaram a ocorrer. Em um intervalo de dois meses foram transportadas, ilegalmente, 25 carretas de madeira. No mesmo período, também foram emitidas 79 DOFs, que resultaram no “esquentamento” de aproximadamente 400 m³ de madeira.

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