Senhores da Fome – Áudios revelam detalhes do esquema criminoso

Nos diálogos gravados com autorização da justiça, os acusados foram flagrados nos mais diversos ajustes para desviar o dinheiro da merenda escolar. Amélio da Silva Trindade, então diretor adjunto da escola Maria de Nazaré Pereira Vasconcelos, por exemplo, pede a Elivaldo da Silva Santos (proprietário da empresa E. Silva Santos LTDA, nome de Fantasia CCS – Construções Comércio e Serviços, então fornecedor de merenda escolar) um botijão de gás para ser entregue em sua residência.

Em outro áudio, Elivaldo da Silva recebe de Biracy de Jesus, funcionário do setor de Licitação da Secretaria de Estado da Educação – SEED em 2016, orientações para fraudar o processo licitatório. Elivaldo também foi gravado em conversa com a diretora Financeira da Secretaria de Estado da Educação – SEED à época, Débora Adriana Sarmento Corrêa, em ajustes para pagamento de propinas.

Na conversa entre os membros da Cooperativa Agroindustrial de Produção de Alimentos do Amapá – AGROCOOP, Edilson e Rodrigo, é possível constatar que os produtos entregues nas escolas eram de baixa qualidade. No diálogo, Rodrigo afirma que as polpas de frutas puras deveriam ser destinadas para venda, enquanto as destinadas às escolas eram diluídas (acrescentado água para aumentar o volume/quantidade).

Já no diálogo gravado após a deflagração da operação “Senhores da Fome”, dois homens, cujas identidades estão sendo checadas, afirmam que a então Secretária de Educação, Conceição Medeiros, tinha pleno conhecimento dos erros na contratação da AGROCOOP para o fornecimento de merenda escolar. 

(Asscom/MPE)

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