Vem greve por aí – Governo do Amapá parcela salários e descarta reajuste

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Foto: Ronan Almeida

Centenas de servidores públicos estaduais fecharam a Avenida FAB na tarde desta segunda-feira, 28, em protesto ao parcelamento dos salários anunciado sábado pelo governo do Amapá.
Enquanto os manifestantes gritavam palavras de ordem, representantes de mais de 20  sindicatos estavam reunidos,  no auditório da Secretaria de Planejamento, com os secretários do Planejamento e da Administração.

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Foto: Ronan Almeida

Ao final da reunião, triste notícia para o funcionalismo: além de manter o parcelamento, o governo pretende congelar os salários por dois anos.

De acordo com o cronograma do governo, o salário de março será pago em duas parcelas: a primeira (60%) na próxima quinta-feira, 31, e a segunda (40%) até o dia 10 de abril. Os trabalhadores consideram isso “um golpe” e falam em greve geral.

Jonatan Nazario
Foto: Jonatan Nazario

Nos próximos dias, os sindicatos farão assembleias gerais para decidir se farão ou não greve geral.
O  maior Sindicato do Amapá  (Sinsepeap)- que é  dos trabalhadores da educação –  faz assembleia geral extraordinária nesta terça-feira, às 18h, na quadra da Igreja Jesus de Nazaré; o segundo maior sindicato – que é o da Saúde -, marcou assembleia geral para quinta-feira às 15h no auditório da escola Graziela Reis de Souza.
A Associação dos Delegados do Amapá distribuiu nota onde classifica de covarde a atitude do governo de parcelar os salários, acrescentando que  “é  um acinte, verdadeiro ato de escárnio com milhares de pais e mães de familia que diuturna e literalmente carregam esse Estado nas costas, eis que já desempenham suas atribuições em condições humanas e materialmente deploráveis.”

(Colaborou: Ronan Almeida, professor e ex-diretor de escola)

  • É PRECISO MOSTRAR A VERDADE!!!!!

    Senhor Secretário, pelo menos seja claro e preciso em suas informações para com a sociedade e com os servidores públicos. Informe o que está em questão, mais precisamente quê para aderir ao Programa de Renegociação de dívidas dos Estados com a União, o Governo Federal faz algumas exigências emergenciais para os Estados, principalmente em curto prazo (dois anos) entre as quais:

     As despesas com gastos de pessoal, não poderão ser superiores aos permitidos por lei (com a folha de pagamento);

     Redução/corte de pelo menos 10 a 20% de Cargos Comissionados;
     Limitação das despesas de publicidade em 50% da execução média dos últimos 03 anos;
     Suspensão de aumento salarial para os servidores públicos (02 anos);
     Proibição de novas contratações, com exceção para as áreas da saúde/segurança/educação, bem como para suprir carências em casos de falecimentos e aposentadoria de servidores;
     Proibição de novos incentivos fiscais p/empresas;
     Aumento da alíquota nas contribuições previdenciárias dos servidores de 11% para 14%;
     Instituição/Implementação de previdência complementar p/servidores, entre outros;

    Bem como da exigência de aprovação de lei de responsabilidade fiscal Estadual- LRF para os estados que assinarem ao programa de refinanciamento, seguindo as exigências do Governo Federal.
    Portanto vejamos que estas exigências/medidas de curto prazo são extremas e principalmente favoráveis (?) para Estados com alto índice de endividamento; o que não deveria ser o caso do Amapá, um estado novo com pouco mais de 20 anos de existência e, sendo os servidores públicos os que vão pagar pala má ingerência de gestores públicos.
    Acredito ter sido precipitada a colocação para os representantes dos sindicatos dos servidores públicos/AP , pelos Gestores Públicos do Amapá das medidas exigidas pelo Gov.Federal, e exatamente quando estes esperavam ir para uma mesa de negociação, faltando 04 dias para o pagamento dos servidores estaduais.
    Solicito humildemente aos nossos representantes (AP) em Brasília o correto esclarecimento para todos os servidores públicos do Amapá, pois existem questões difíceis de serem compreendidas e digeridas, pois no caso do Amapá não tivemos reajuste salarial em 2015, mas sim a concessão de gratificações, que na pratica e legalmente, não levaremos para nossa aposentadoria, então como pagar uma contribuição previdenciária ainda maior? Esta renegociação de dívidas dos estados resolverá que problemas? Por quê o servidor sempre é o penalizado? O corte na “carne” não limita apenas gastos com servidores??correto???
    O que descrevo acima poderá ser visualizado no link abaixo, bem como que o PLC 257/2016, ainda segue nas fases de: tramitação na câmara e congresso/votação/sanção/publicação.
    Link:http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=0E403D3995133A9B4F9290BA6465A60F.proposicoesWeb1?codteor=1445370&filename=Tramitacao-PLP+257/2016;
    Link: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/governo-enviara-projeto-para-alongar-dividas-estaduais-com-contrapartidas.html

    É PRECISO MOSTRAR A VERDADE!!!!!

    Senhor Secretário, pelo menos seja claro e preciso em suas informações para com a sociedade e com os servidores públicos. Informe o que está em questão, mais precisamente quê para aderir ao Programa de Renegociação de dívidas dos Estados com a União, o Governo Federal faz algumas exigências emergenciais para os Estados, principalmente em curto prazo (dois anos) entre as quais:

     As despesas com gastos de pessoal, não poderão ser superiores aos permitidos por lei (com a folha de pagamento);

     Redução/corte de pelo menos 10 a 20% de Cargos Comissionados;
     Limitação das despesas de publicidade em 50% da execução média dos últimos 03 anos;
     Suspensão de aumento salarial para os servidores públicos (02 anos);
     Proibição de novas contratações, com exceção para as áreas da saúde/segurança/educação, bem como para suprir carências em casos de falecimentos e aposentadoria de servidores;
     Proibição de novos incentivos fiscais p/empresas;
     Aumento da alíquota nas contribuições previdenciárias dos servidores de 11% para 14%;
     Instituição/Implementação de previdência complementar p/servidores, entre outros;

    Bem como da exigência de aprovação de lei de responsabilidade fiscal Estadual- LRF para os estados que assinarem ao programa de refinanciamento, seguindo as exigências do Governo Federal.
    Portanto vejamos que estas exigências/medidas de curto prazo são extremas e principalmente favoráveis (?) para Estados com alto índice de endividamento; o que não deveria ser o caso do Amapá, um estado novo com pouco mais de 20 anos de existência e, sendo os servidores públicos os que vão pagar pala má ingerência de gestores públicos.
    Acredito ter sido precipitada a colocação para os representantes dos sindicatos dos servidores públicos/AP , pelos Gestores Públicos do Amapá das medidas exigidas pelo Gov.Federal, e exatamente quando estes esperavam ir para uma mesa de negociação, faltando 04 dias para o pagamento dos servidores estaduais.
    Solicito humildemente aos nossos representantes (AP) em Brasília o correto esclarecimento para todos os servidores públicos do Amapá, pois existem questões difíceis de serem compreendidas e digeridas, pois no caso do Amapá não tivemos reajuste salarial em 2015, mas sim a concessão de gratificações, que na pratica e legalmente, não levaremos para nossa aposentadoria, então como pagar uma contribuição previdenciária ainda maior? Esta renegociação de dívidas dos estados resolverá que problemas? Por quê o servidor sempre é o penalizado? O corte na “carne” não limita apenas gastos com servidores??correto???
    O que descrevo acima poderá ser visualizado no link abaixo, bem como que o PLC 257/2016, ainda segue nas fases de: tramitação na câmara e congresso/votação/sanção/publicação.
    Link:http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=0E403D3995133A9B4F9290BA6465A60F.proposicoesWeb1?codteor=1445370&filename=Tramitacao-PLP+257/2016;
    Link: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/governo-enviara-projeto-para-alongar-dividas-estaduais-com-contrapartidas.html

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