ALAP discute Implantação da Santa Casa

A Assembleia Legislativa (ALAP) encerrou as atividades da semana dando um grande passo na busca de melhorias para a saúde do Estado do Amapá. Durante toda a manhã desta sexta-feira (9), várias autoridades e a sociedade civil participaram da audiência pública no plenário Nelson Salomão, onde foi discutida a implantação do Hospital da Santa Casa de Misericórdia no Estado, que tem como objetivo oferecer  um serviço médico de qualidade para o atendimento e assistência a comunidade mais carente, bem como, dinamizar e estrutura da saúde local através de ações voltadas ao auxílio e amparo de pessoas enfermas excluídas socialmente.

Segundo o diretor Corporativo e assessor especial da Assembleia Legislativa junto ao Congresso Nacional, Elpidio Amanajás, já estão locados cerca de R$ 15 mi de emendas parlamentares para inicio da construção do prédio do Hospital em Macapá. “O local será doado pelo Governo do Estado e provavelmente será na Rodovia Norte Sul”, informou Elpidio, acrescentando, que as obras devem ser iniciadas em agosto de 2014 com previsão de conclusão para 2019.  A deputada Federal (PT), Dalva Figueiredo, garantiu que a bancada federal vai se empenhar para que o projeto possa ser viabilizado.

O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, desembargador Dôglas Evangelista Ramos, elogiou a iniciativa dos deputados Manoel Brasil, Jaci Amanajás e Ocivaldo Gato que abraçaram esta causa e premiaram o povo amapaense com a fundação da Santa Casa no Estado. “Vem em boa hora, estamos precisando ampliar a rede de atendimento a saúde no Estado”, comentou.

Durante a audiência pública foi empossada a diretoria que vai trabalhar a implantação do hospital no Estado. “Que todos tenham sucesso. É uma data importante e que cuidem desse Estado maravilhoso”, frisou o provedor da Santa de Misericórdia de Barretos (SP), Renato Perghim ao dar posse a diretoria da Santa Casa de Misericórdia do Amapá.

Para Renato Perghim, esse é o momento de todos suspenderem a sigla partidária e lembrar das pessoas que estão precisando de saúde. “Ninguém procura uma Santa Casa pra passear, quem procura é porque está precisando”, comentou.  “Esta Santa Casa está nascendo dentro da Assembleia Legislativa. É momento de unir as forças dos poderes federal, estadual, municipal, o executivo estadual e o povo. Temos que incluir o povo ”, frisou mostrando um documentário de pouco mais de três minutos sobre a origem da Santa Casa de Misericórdia de Barretos, São Paulo.

Rui Gato, irmão do deputado Ocivaldo Gato (Gatinho), que faleceu no final do mês de julho deste ano e era um dos proponentes da audiência pública, usou a tribuna e lembrou da falta que o irmão, amigo e parlamentar faz. “Ainda estamos vivendo momentos de dor”, resumiu fazendo um pedido, que essa data fosse um marco de mudança na questão de saúde do Estado do Amapá.

O deputado Jaci Amanajás (PPS), que assumiu a função de Diretor Executivo no projeto, lembrou da Santa Casa de Misericordia do Estado do Pará, onde fez estagio ao concluir o curso de medicina. “Uma das finalidades da Santa Casa é a formação profissional dos residentes em medicina, isso vai servir para o Amapá”, disse. Ele citou também Hospital do Câncer em Barretos em São Paulo.  “Seria muito importante ter uma unidade desta no nosso Estado”, ressaltou.

(Departamento de Comunicação – ALAP)

  • AP: menor diz ter sido agredido por seguranças da Assembleia Legislativa

    Adolescente conta que teve a roupa rasgada pelos seguranças.
    Vítima faz parte de grupo que pede fim do auxílio-saúde a deputados.
    Abinoan Santiago
    Do G1 AP

    Menor ficou com marcas pelo corpo (Foto: Abinoan Santiago/G1)
    Menor ficou com marcas de agressão pelo corpo
    (Foto: Abinoan Santiago/G1)
    Um menor de 16 anos de idade diz ter sido agredido por seguranças da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), no início da tarde desta sexta-feira (9), após a realização de audiência pública para a implantação da Santa Casa da Misericórdia em Macapá. De acordo com testemunhas, o adolescente foi agredido depois de pedir a palavra na tribuna. O pedido foi negado pela Casa. A vítima conta que teve a roupa rasgada e ficou com marcas de agressão pelo corpo.
    O menor faz parte de um movimento social que recolhe assinaturas em protesto ao auxílio-saúde a deputados do Amapá e pede o corte de 70% no orçamento da Assembleia Legislativa. Na manhã desta sexta-feira, o grupo estava recolhendo assinaturas em frente ao prédio da Casa de Leis.
    O autônomo Alisson Santos, 32 anos, disse ter acompanhado o episódio de agressão. “Vi o rapaz sendo agredido. Questionei sobre o responsável pela segurança, mas fui empurrado sem razão, porque não fizemos nada demais”, relatou.
    “O que aconteceu demonstra a necessidade de continuarmos fazendo esse trabalho porque enquanto não mudarmos a ‘cara’ dessa casa, vão continuar acontecendo esses abusos”, destacou um dos líderes do movimento, Edinaldo Batista.
    O menor foi acompanhado por membros do movimento até a delegacia para registrar Boletim de Ocorrência (B.O). Até o fechamento desta matéria, a Assembleia Legislativa não havia se pronunciado sobre o assunto.

    http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/08/ap-menor-diz-ter-sido-agredido-por-segurancas-da-assembleia-legislativa.html

  • Policiais agridem estudante no plenário da ALAP e deputados não fazem nada

    A agressão ocorreu no final da audiência pública promovida pelos deputados Manoel Brasil e Jaci Amanajás

    Depois de quase 4 horas de falatório de diversas “autoridades”, o momento mais esperado da audiência pública sobre a instalação da Santa Casa não ocorreu, a voz do povo foi ignoradas e os principais interessados no assunto: o povo, foi desprezado pelos deputados promotores da audiência. O deputado Manoel Brasil encerrou a audiência e nenhum popular foi ouvido, nem as perguntas formuladas por quem assistia a audiência foram lidas.

    Uma única voz tentou ecoar no plenário não concordando com tamanha falta de respeito dos deputados, a de um estudante de 16 anos, e esta foi brutal e covardemente calada por um policial militar a paisana que atacou o jovem com tamanha truculência que a camisa do adolescente foi rasgada, em seguida o segurança aplicou-lhe diversos empurrões e por fim arrastou o adolescente pelo braço deixando com diversos hematomas. Tudo isto foi somente uma parte das agressões sofridas pelo jovem e foram presenciadas por diversos cidadãos que assistiam aflitos o que ocorria e não puderam fazer nada. Também presenciaram os fatos os deputados Manoel Brasil e Jaci Amanajás que covardemente se omitiram e deixaram o jovem ser agredido.

    Após tirarem o adolescente do plenário, diversos policiais, portando pistolas “Ponto 40”, arrastaram-no com truculência pela escada até a porta de entrada e expulsaram-no da Casa do Povo. Apesar do jovem informar ser menor os policiais lhe deram voz de prisão e chegaram a colocar suas mão para trás com o propósito de algemá-lo, porém não o fizeram.

    Um cidadão que presenciou toda a agressão, senhor Alisson, tentou em vão dialogar com os policias, pois foi também violentamente agredido, sendo fortemente empurrado contra a parede no hall da escada por um tenente. O Major responsável pela segurança da Alap presenciou o fato e nada fez para conter seus inferiores, ao final o major ainda disse para nenhum policial falar seus nomes e levou os agressores para uma sala reservada a fim de dificultar suas identificações.

    A mãe do adolescente registrou uma ocorrência na Delegacia do Menor e posteriormente foi encaminhada para Polícia Técnica para realização de exame de corpo de delito.

    Edinaldo Batista

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