Incêndio – 16 famílias estão abrigadas na feira do Perpétuo Socorro

Dezesseis famílias,  atingidas pelo incêndio que deixou desabrigadas milhares de pessoas na última quarta-feira, estão morando na feira do bairro Perpétuo Socorro. Em boxes minúsculos, sem janelas, sem ventilação e onde mal cabe um colchão, adultos e crianças se amontoam. Essas famílias se recusaram a ir para os abrigos providenciados pelo Poder Público em escolas, ginásios esportivos e igrejas.
“Não vamos sair daqui do bairro de jeito nenhum”, dizem a uma só voz.
“Vivi a vida inteira aqui e daqui não quero sair”, diz o pedreiro Adamor Gonçalves. Ele ocupa com sua família um dos boxes da feira. Com a voz embargada, ele contou e mostrou ao blog, na madrugada de hoje,  onde era sua casinha que o fogo destruiu e o que sobrou da sua calçada de alvenaria feita no capricho com cacos coloridos de lajotas.

SO pedreiro Adamor Gonçalves

Para se distrair, essas famílias contam com o apoio dos vizinhos que passam parte da madrugada com elas conversando e “tomando umas cervejinhas que ninguém é de ferro” na calçada da feira onde improvisaram uma pequena “área de lazer” com mesas e cadeiras.
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(As fotos foram feitas pelo meu amigo Marco Leal que aceitou meu convite de sair por aí na madrugada para fazer algumas matérias mostrando como tem sido as noites das pessoas que perderam tudo no incêndio e a dedicação de voluntários que passam a noite inteira fazendo a triagem das doações e levando a qualquer hora em qualquer lugar. Neste madrugada presenciamos uma equipe do Ginásio Paulo Conrado entregando para os desabrigados que estão na feira fraldas descartáveis e produtos de higiene pessoal. Depois eu e Marcos Leal vamos postar mais fotos e textos que agora eu estou saindo para a Flap)

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