Macapá tem mais de mil moradores de rua

Para muitos eles são invisíveis mas segundo estimativas cerca de mil pessoas perambulam pelas vias de Macapá: são os moradores de rua. Eles são atendidas por instituições como ONGs e Comunidades Terapêuticas, que distribuem alimentos, roupas e cobertores.

A maioria é viciada em álcool e drogas. Alguns têm problemas mentais, outros simplesmente saíram de casa ou foram abandonadas pelas famílias. “É uma problemática para qual não podemos fechar os olhos”, afirma o vereador Caetano Bentes, que nesta sexta-feira, 17, preside uma audiência pública na Câmara de Macapá para debater o tema.

Segundo ele, algumas instituições atendem também ribeirinhos que vem à Macapá em busca de atendimento de saúde e com outras finalidades, e por não tem onde ficar, dormem nas ruas, pontos turísticos e porta de hospitais. A Prefeitura de Macapá vem dando assistência a eles através de um espaço denominado Centro Pop, um local onde recebem abrigo, comida e podem fazer a higiene.

Durante o dia, muitos moradores de rua tem atividades como lavagem de carros, recolhimento de materiais recicláveis ou atuam “flanelinhas”, mas no período noturno, por ficarem nas ruas, muitos entram no mundo das drogas e passam a cometer delitos, gerando outro problema de criminalidade.

De acordo com o vereador Caetano Bentes, com a construção de um Albergue Público Municipal, estas pessoas e famílias terão abrigo. A proposta é que no local sejam oferecidos cursos de capacitação, possibilitando a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. “E que tenham mutirões de ações sociais para retirada de documentos, assistência jurídica, serviços odontológicos e médicos”, acrescenta Caetano

(Renivaldo Costa)

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