Humor: O presente de Natal certo para cada tipo de jornalista

Duda Rangel (*)

Para o jornalista que sempre perde o bloquinho de anotações: um moderno bloquinho com rastreador e sinal sonoro que repete “atenção, este bloquinho está sendo perdido”.

Para o jornalista metido a intelectual: camisetas com as frases “TV emburrece”, “Eu leio os russos”, “Por um jornalismo mais visceral e emblemático” e “Adoro a cena musical da Islândia”.

Para o jornalista que só apura matéria via Google e redes sociais: um fantástico city tour para que ele possa conhecer ruas, histórias e gente de verdade.

Para o jornalista que não entende a própria letra no bloquinho: curso de caligrafia a distância do Instituto Universal Brasileiro, módulo para entrevistas rápidas.

Para o jornalista carente: um ursinho de pelúcia que fala “sua matéria ficou ótima” e “sua sugestão de pauta é muito criativa”.

Para o jornalista obcecado por furos: uma cesta de queijos do tipo Emmental.

Para o bom assessor de imprensa (no crees en asesores de prensa buenos, pero que los hay, los hay): um almoço em sua casa, para retribuir todas as bocas-livres que ele lhe proporcionou ao longo do ano.

Para o foca que acha que já sabe tudo: uns tapas na orelha para ele ficar esperto.

Para o jornalista que adora ser a notícia: capa fake da Caras com a foto dele, claro, e a chamada “Fulano de tal abre sua casa em Búzios e fala dos novos projetos jornalísticos”.

Para o jornalista que não consegue um aumento de salário decente: um mês com apenas 15 dias. Se encontrar um com 10, melhor ainda. Presentaço de Natal, hein?

(*) Personagem criado pelos gêmeos Anderson e Emerson Couto, o jornalista Duda Rangel é autor do blog Desilusões perdidas e da fan page Jornalismo com bom humor no Facebook. O blog originou o livro “A vida de jornalista como ela é”, à venda pela web aqui.

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