Macapá 252 anos – Lembras…

do cine João XXIII?

Ah, as famosas sessões de domingo à tarde, onde a gente se divertia com Carlitos, se empolgava com o Zorro e chorava com a Paixão de Cristo.

A entrada era pela Rua São José (hoje aí funciona uma papelaria) e a saída pelo Largo dos Inocentes, bem atrás da Igreja de São José.

A turma toda se encontrava no cinema. Os meninos levavam aquele monte de revistas embaixo do braço pra trocar na fila.

Depois do filme, um passeio no trapiche, um sorvete na taça na sorveteria do Macapá Hotel.

…………….

E do Cine-Teatro Territorial, lembras?
Ficava no mesmo terreno da escola Barão do Rio Branco. Foi aí que aconteceu o primeiro Festival Amapaense da Canção (a música vencedora foi Canção Anti-Muro, de Alcy Araújo e Nonato Leal, interpretada por Célia Mont’Alverne).
No palco deste teatro se apresentaram grandes orquestras, famosos cantores e excelentes peças teatrais.
Era usado também para os programas de auditório da Rádio Difusora de Macapá. Também era um espaço muito bem aproveitado pelas escolas para realização de programações culturais.Quando criança integrei o grupo de teatro infantil da professora Aracy Mont’Alverne e tive o privilégio de me apresentar neste palco.
No palco do Cine Teatro Territorial brilharam cantores e músicos como Nonato Leal, Humberto Moreira, Aymorezinho, Sebastião Mont’Alverne, entre outros.

  • Que saudade!!! Cine João XXIII, Cine Territorial, Cine Macapá e Cine Paroquial (ao lado da Igraja da Conceição no Trem), as vezes eu paro no tempo para relembrar momentos maravilhosos que eu passei na infância-adolescência. Eu lembro que nós (moleques) íamos nas Aulas de Catecismo nas manhãs de Sábado só para assistir os Filmes depois. Cheguei a levar alguns “cascudos” dos Padres Angelo e Luiz, mas lembro com muito carinho daquele tempo que infelizmente não volta mais.
    Participei da J. O. T. (Juventude Oratoriana do Trem) e joguei no Dom Bosco, ao lado do Bosco, Albano, Roberto Foguetinho, Noca, Joca entre outros.
    Um grande abraço do “Pequeno Polegar”.

  • A turma em que estudava apresentou: “O Homem de Nazaré”, em 1973. Colegas: Loudes Maria Carrera Guedes, Márcia Corrêa, Sandro Anaice de Oliveira, Sávio Peres Fernandes, Hanne Capiberibe, Ricardo Góes Pereira, Marilene de Pádua Ferreira do Espírito Santo, José Luiz, Maria Auxiliadora, … E outros, … Nas últimas férias lembramos, eu e a Lourdes Guedes, estavámos programando o encontro dessa turma, que está oscilando entre os 43 ou 45 anos.

  • Se lembro. Ia com minhas revistinhas para trocar com os colegas. Lembro bem de um dos últimos filmes que vi – A casa que pingava sangue. Jeus!! era assustador.
    Ai vi Ben Hur e tantos outros. Saudades

  • Cantei muito samba e bolerões nos programas que a RDM fazia no Cine Territorial. Como também vi muito filme do Randolph Scooth e Robin Hood. Não faz muito tempo entrei no prédio do cinema. O espaço é o mesmo e até as máquinas de projeção continuam lá sucateadas. É um lugar histórico que está abandonado e merecia tratamento melhor

  • Macapá de antigamente não era tão bonita como está hoje. Era bem tranbquila e pacata. Mas o progresso, infelizmente, também traz coisas ruins para todos, como violência, pobreza em de mazia, ambiciosos desmedidos, gente que só veio para o Amapá locupletar-se de nossas riquezas, e por aí afora, como diria o velho comandante Aníbal Barcellos.

  • Lembro que no Cine-territorial de Macapá, que funcionava anexo ao Grupo Barão do Rio Branco, aos domingos havia show de calouros, ccom a participação do filho do Alberto Mota, líder de um conjunto musical de Belém-PA, que depois se transferiu para Manaus-AM. Salvo engano o rapaz se achamava Marco Antônio Mota. O Humberto Moreira era calouro aplicado naquela época, quem sabe pode confirmar o que digo.

  • O prédio do antigo Cine Territorial ainda continua lá, nos fundos da Escola Barão do Rio Branco, esquecido pelas autoridades. Sendo consumido pelo descaso e pelo tempo sem que nenhum órgão de cultura levante a voz em sua defesa. Nas suas entranhas adormecem momentos que preencheram de emoção os pioneiros da nossa terra. Com certeza merecia um tratamento mais honroso por parte de todos que lutam pela conservação das tradições históricas do nosso Estado.

  • Pode ser impressão minha, mas parece que a cidade foi enfeiando ao longo dos anos… Perdeu – sei lá… – essa coisa meio “bucólica” que as províncias têm, sem, contudo, adquirir os traços típicos de uma capital. Por exemplo: hoje Macapá tem só 3% de esgoto instalado, percentual bem semelhante àquele de tempos atrás. Mas ganhou mais violência, mais sujeira, mais poluição, mais caos no trânsito…

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