Macapá era assim

1962 – Lembra quando Macapá era assim? Lembra da Doca da Fortaleza? Era lá na Doca que a gente ia comprar farinha, frutas, mel, peixes, verduras e legumes fresquinhos direto nas canoas.
A garotinha na foto é a Dayse Pelaes. Os adultos são Antonia Pelaes  e Domingos Pelaes, avó e tio da Dayse.

  • Não vivi este tempo presencialmente, porém vivi através das histórias de meus pais e avós que muitas vezes desembarcaram neste saudoso cais.
    Um fato marcante ocorreu quando meu pai chegou na Doca da Fortaleza carregando alimentos do Furo da Cidade (Afuá) e devido a maré brava quase teve sua embarcação a vela quebrada no cais. Apesar de experiente, ele e seu ajudante estavam quase sendo vencidos pelo rio Amazonas, foi então que um cidadão desconhecido que estava na estiva pulou no rio e os ajudou a atracar a canoa em segurança. O nome do desconhecido? Edinaldo. E graças ao Edinaldo daquele tempo, hoje carrego este nome.

  • Do lado esquerdo o famoso paneiro de farinha. Hoje a saúde pública não permite mais esse tipo de acondicionamento. Lembro bem dessa época e gostaria novamente de viver na mesma.

  • Que saudade! Morava bem aí, no meio desse fuxico, com meu tio e padrinho Mimi Amaro. Lembro da farmácia do Anaice, do Dedeco, do Laudelino, do Manoel Dias. Lembro do bar do Clóvis Dias, cujo gerente era o Miguel, hoje da Cabana da Jurema. Lembro do Armazém Del Pilar, do Entreposto Fiscal, da Casa Moraes que pertencia a “seu” Antonico, pai de uma gama de gente de bem, Jonatas, paceiro de CA, Antonio Filho, Curuca e outros.
    Belos dias! Perdidos nas brumas da memória mas imortalizados nessas fotografias despretensiosas e nas belíssimas pinturas de R Peixe.

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