Adeus, Aymorezinho

Meu amigo Aymorezinho (Aimoré Nunes Batista) faleceu ontem à noite em Fortaleza deixando o Amapá – e por que não dizer o Brasil? – menos musical.
Quando um amigo parte assim, a gente fica sem palavras, dá um vazio danado que depois vai sendo preenchido com a saudade.

Este vídeo é do nosso último encontro, em dezembro do ano passado. Um fim de tarde onde conversamos tanto, rimos, lembramos tanta coisa e ele tocou algumas músicas para mim.

Reproduzo abaixo, o texto do jornalista João Silva sobre esse grande músico:
“Luto na música do Amapá
João Silva
Morreu ás 19,30 hs desta segunda-feira em Fortaleza-CE, aos 70 anos de idade, o músico amapaense Aymoré Nunes Batista, o Aymorezinho, um dos filhos de Aymoré/Estela Nunes Batista, casal trazido para o Amapá por Janary Nunes – ela, Dona Estela, prima do primeiro governador do Amapá. Aymorezinho tinha câncer, estava hospitalizado desde a semana passada. Era casado, pai de três filhos, estava há trinta anos radicado em Fortaleza. Tocava muito, não houve instrumento que não se rendesse ao seu talento: piano, escaleta, violão, sanfona, gaita, flauta, guitarra.Teve uma passagem em Os Cometas, mas preferiu criar O ‘Aymoré e seu conjunto’, grupo que animou muitos bailes em Macapá, Santana e Serra do Navio. Nas suas idas e vindas entre Fortaleza e Macapá criou também o Grupo E-Lítero Musical nas redes sociais.Poucos sabem, mas na casa do Inspetor Aymoré, na Iracema Carvão Nunes, marido, mulher e a filha mais velha tocavam violão e foi assim que Aymorezinho criou gosto pela música, tanto que aos sete anos, por insistência dele, teve que ser matriculado no Conservatório de Música. Um dia a diretora mandou chamar o pai e disse-lhe: – Seu Aymoré leve seu garoto para uma cidade grande, o talento dele não cabe aqui.
O pai levou o filho pra estudar música fora de Macapá e lá  sua habilidade precoce transpôs a sala de aula para brilhar na noite de Belém com licença do juiz, conta o irmão Itabaracy, emocionado. Fez concerto nas principais cidades do Nordeste, tocou piano e violão nos melhores clubes e points da noite de Fortaleza, onde será sepultado ou cremado nesta terça-feira, recebendo dos cearenses as homenagens que tanto merece.”

  • Meus pêsames e meus sentimentos à família deste músico que fica na história do Amapá; o conhecí em minha adolescência, fica aquela tristeza.

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