Retrato em preto e branco

SAPATEIRO A foto é de 1982  e mostra o conhecidíssimo sapateiro Enoque que dava jeito em qualquer sapato velho, deixando-o novinho. Sua sapataria ficava na avenida Coaracy Nunes, esquina com São José. Quem lembra?
E sabe quem é o garoto que está engraxando o sapato do Enoque?
Dica: atualmente mora em Brasília, é funcionário do Banco do Brasil e artista plástico.

  • Meus caros amigos (as) o nosso bom DEUS já levou seu ENOQUE para um plano superior, onde um dia iremos também estar. Ele já faleceu. Convivi desde que cheguei em Macapá (maio/1975) com sua filhas (Leda e Bernadete) amigas de minha esposa e que hoje residem em Belém do Pará no condomínio Quinta das Castanheiras, de filho em Macapá ainda vivem 02 (dois) o Edson e o Assis. Recentemente, ou seja neste ano de 2013, a esposa de seu ENOQUE faleceu, pois estava em tratamento de saúde em Belém. Mas seu corpo foi transladado pelos filhos (as) e sepultada na cidade de Macapá.
    A casa que pertencia a seu ENOQUE, situada na Avenida Feliciano Coelho entre Leopoldo Machado e Hamilton Silva, bairro do Trem se encontra a venda.
    Na época a profissão de sapateiro era muito valorizada, pois os calçados eram considerados caros, em compração aos salários da época, então compensava consertá-los com seu ENOQUE.
    Espero ter colaborado com todos.

  • Ê, Sérgio, Rômulo e Luiz Nery, tempos bons aqueles. O Enoque tinha umas revistas de sacanagem que a molecada da rua adorava. Eu acho que ele era surdo, sim. Certa vez, meu pai trouxe pupunha do sítio na Serra do Navio e deixou a incumbência para meu irmão Tadeu levar uma porção para o Enoque, depois de cozidas. Missão dada, saiu na sua bicicleta. A volta coincidiu com a ida do moleque, que foi interceptado no meio da rua e levou a maior bronca porque a quantidade de pupunha era insuficiente (só uma penca). E o Enoque vendo a cena do seu banquinho. O moleque voltou para buscar mais pupunha, mas, quando foi entregá-la, o Enoque não aceitou o presente. Segundo sua análise, meu pai tinha negado pupunhas para ele. Eu soube que o velho pernambucano já faleceu.

  • O garoto é o Roque Oliveira, “Roquinho”, amigo de infância. O seu Enoque – que a criançada chamava de “Surdo” (na verdade, não tenho certeza se ele tinha mesmo problemas auditivos) – foi uma figura marcante na vida de todos nós que morávamos ali pelo Centro. Esse local da foto é bem no canto da Coaracy Nunes com a São José onde hoje funciona o IBGE. Meus pais moram até hoje próximo daí. Olhando pra essa foto bate, a saudade de um tempo bom. Por onde andará o seu Enoque?

  • Meu grande tio, que muito amo e que tenho muito orgulho.
    Nasci neste ano mais muitas historias escutei do Enoque, que inclusive era muito amigo do meu avô Roque batista.
    Roque

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *