Um pouco da história do Mercado Central

O novo Mercado Central tem iluminação cênica com 10 projetores que reproduzem 256 cores diferentes na entrada. O espaço, que será entregue nesta quinta-feira, 16, totalmente revitalizado à população, foi reformado com recursos oriundos de emenda parlamentar do senador Randolfe Rodrigues, no valor de R$ 2,5 milhões, e contrapartida do Município, de R$ 1,2 milhão.

Um pouco da história do Mercado

Construído em 1952 e inaugurado em 13 de setembro de 1953 pelo prefeito Claudomiro de Moraes e  governador Janary Nunes, o Mercado Central é um dos principais lugares para quem busca produtos variados. A meta principal dessa praça de comércio era, inicialmente, vender produtos da roça que desembarcavam no Trapiche Eliezer Levy, carnes bovinas, suínas, de aves e de peixes, verduras, legumes, frutas e outros gêneros alimentícios. Mas não somente isso. Ali também funcionavam ourivesaria, barbearia, drogaria, perfumaria, relojoaria, lanchonetes, restaurantes e oficinas de consertos de sapatos.

Enquanto está prestes a ser reaberto, a prefeitura viajou no tempo e foi procurar alguns “segredos” e curiosidades acerca do novo Mercado Central, que completa 67 anos em 2020, pois muito aconteceu desde sua inauguração. A arquitetura do Mercado Central foi concebida pelo desenhista Júlio Batista do Nascimento, também conhecido como Mestre Júlio.

O estilo predominante na arquitetura do espaço é o colonial. A praça onde o Mercado Central foi construído se chama Theodoro Mendes, em homenagem a um prefeito que ficou no cargo por vinte anos (1896-1916).

Se você é de Macapá, com certeza já ouviu falar do estabelecimento mais antigo do local, que é o Bar Du Pedro. E falar de mercado é contar a história de quem o viu e o ajudou a nascer, como relata Luiz Gonzaga Nery, atual proprietário do famoso Bar Du Pedro, point etílico tradicional da cidade. “Sou nascido e criado neste bar. Vi a cidade inteira crescer e a memória mais viva que tenho é do Mercado Central lotado e meu pai conversando com os clientes”, relembra.

As  paredes e prateleiras do Bar Du Pedro contam parte da história da cidade.
Entre garrafas de bebidas, a história é contada através de fotos de prédios, solenidades, esporte e de autoridades e gente simples que frequentava o bar. Há também recortes de jornais emoldurados e objetos antigos, como o rádio que você vê nessa foto.

Em frente ao Mercado Central existia um estabelecimento chamado Clip Bar, que também era um ponto de ônibus. O Clip Bar surgiu antes da construção do Mercado Central. Foi extinto no governo ditatorial sob acusação de alojar reuniões de subversivos (comunistas guerrilheiros).

(Com informações da assessoria de comunicação da  Prefeitura de Macapá e fotos de Max Renê, Alcinéa Cavalcante e arquivos de Edgar Rodrigues e dos blogs Porta-Retrato e www.alcinea.com)

  • Minhas lembranças é de quando vendia sacolas plásticas para as pessoas que compravam carne ou peixes , também vendia ali limão os quais embalavam nas saquinhas (redinhas amarelinhas) e quando ouvia o grito ” sacoleiiiiro ” saia na carreira, afim de chegar à frente da concorrência que não eram poucas. Haviam também ali uns jornaleiros que até tentei faturar um troco a mais , não deu bom. Depois de uma manhã de trabalho meu pai perguntava “filho o caminhão da COBAU está por lá” . Era um supermercado ambulante (caminhão baú) que de vez e outra estava ali vendendo mercadorias por um preço melhor.

  • Levou um ano pra ser construído e quatro pra ser reformado, coisas da atual política burocratizar e corruptiva em sua maioria, menos mal que temos novamente a nossa disposição um espaço genuíno de cultura local que nos remete a bons tempos em que a vida era mais simples e menos problematizada, onde uma simples passada no caldo de cana com pastel já bastava para se ter uma tarde agradável.

  • Guardo lembranças do antigo Mercado Central, pois, o meu pai era freguês de uma barbearia que funcionava bem ao lado do Bar Du Pedro. Quando levava meus irmãos para cortar o cabelo (sempre o corte militar), ele aproveitava pra tomar uma pinga ao lado. Não lembrei-me do nome do barbeiro que segundo o meu pai, era o melhor da cidade.

  • Como tomei caldo de cano no Clip Bar! Ficava acondicionada dentro de um pote de vidro, bastante grande, com um pedaço de gelo dentro. Era uma delicia! Nunca esqueci! Provavelmente era fornecida pelo Brotinho ou pelo meu tio Cazuza.

  • O Mercado Central já foi palco de muitas histórias de vida, histórias de homens humildes mas que deram sua pitada de contribuição na formação dessa nossa Macapá querida. O meu velho pai foi um desses personagens, foi açougueiro no mercado central. Ganhava a vida de forma honesta e assim conseguiu criar todos os filhos. Passava horas contando suas histórias vividas nesse cartão postal, que por muito tempo ficou esquecido, apagando as várias memórias do lugar. Se ele tivesse vivo hoje, estaria contando aquela velha mentira que pintou o mercado central em três dias e três noites sozinho. Que Deus o guarde. Pedro Mafra.

  • Reviver a história é salutar p compreender as ações do presente. Parabéns aos organizadores da matéria, aos registros, etc.

  • Vendo essas imagens, senti o cheiro doce do picolé de coco que eu comprava no Bar du Pedro, quando conseguia algum trocado nos tempos idos de infância.

  • Eu também faço parte desta História linda pois lembro como se fosse hoje quando ainda não tinha a praça floriano peixoto só era um caminho a rua António coêlho de carvalho eu fui compra peixe ae comprei só a metade do dinheiro quando cheguei de volta em casa a mamãe não gostou do peixe ae a história é longa mas fico feliz pela belissima reforma vou matar a saudade dos velhos tempos obrigada Prefeito Clécio Luiz

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