As “capitanias hereditárias” do Congresso

Do Congresso em Foco
De pai para filho, as “capitanias hereditárias” do Congresso

Na palestra em que criticou as duas principais mudanças tramadas na Câmara para a reforma política – a forma de eleger deputados e vereadores e a criação de um fundo para bancar campanhas – o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também atacou duramente o atual sistema político e eleitoral brasileiro, chamado por ele de “falido”. “O problema desse sistema eleitoral é que renova muito, mas com o mesmo perfil de voto: igrejas num segmento, agronegócio em outro e máquina pública em muitos estados. Renova-se quase 50% da Câmara, mas, efetivamente, há pouca renovação”, declarou na última sexta-feira (11).

Em seu diagnóstico, Maia se esqueceu de apontar o expressivo segmento do qual ele faz parte: o das famílias que se revezam no comando da política do país. Levantamento da Revista Congresso em Foco revela que pelo menos 378 parlamentares têm laços familiares com outros políticos, de menor ou maior envergadura. Entre eles, ao menos 69 são de 33 famílias que ocupam, ao mesmo tempo, mais de uma cadeira na Câmara e no Senado. São pais, filhos, casais, tios, sobrinhos, primos, cunhados, e até ex-cônjuges unidos pelo exercício do mandato. Filho do ex-deputado e ex-prefeito Cesar Maia (DEM-RN), Rodrigo Maia é primo do deputado Felipe Maia (DEM-RN) e do senador. (Leia a matéria completa aqui)

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