Randolfe ataca “pacote de maldades” de Dilma

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) atacou ontem (12) o ajuste fiscal do Governo Dilma como um ‘pacote de maldades’ do Governo Dilma Rousseff, baseado em duas Medidas Provisórias— 664 e 665 —, que reduzem os benefícios de trabalhadores e aposentados e restringe o acesso ao  seguro-desemprego. 


Randolfe, em discurso na tribuna do Senado Federal, propôs que o Governo Federal apoie a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), que segundo ele “atenderia mais da metade dos R$ 20 bilhões que o Governo pretende arrecadar com o seu infeliz Pacote de Ajuste Fiscal”.
           
O senador do PSOL citou um relatório de 2014 do banco Credit Suisse, com sede em Zurique, na Suíça, listando cerca de 1.900 pessoas com um patrimônio líquido superior a US$ 50 milhões (cerca de R$ 130 milhões), que poderiam ser alcançadas pelo Fisco brasileiro para “dar um quinhão maior de contribuição no combate à desigualdade de renda no País”.
Randolfe Rodrigues destacou, em seu discurso, que cerca de 10 mil famílias no Brasil se enquadram na moldura das grandes fortunas. “Nesse universo privilegiado, metade — ou 5 mil famílias — teria um patrimônio somado equivalente a 40% do PIB brasileiro, a sétima maior economia do mundo, que representa uma riqueza de US$ 2,24 trilhões”, destacou Randolfe.
Nessa conta, lembrou o senador do PSOL, cerca de US$ 900 bilhões estariam concentrados nas mãos das 5 mil famílias mais ricas do País. O Imposto sobre Grandes Fortunas foi aprovado pela Constituição de 1988 (Artigo 153, Inciso VII), mas até hoje não foi regulamentado: “Passaram-se mais de 26 anos e o Brasil ainda não estabeleceu as regras que tornariam viável este imposto ainda intocado pelo Fisco”, reclamou Randolfe.
    
O senador do PSOL lembrou que “reduzir direitos sociais, aumentar tarifas e preços públicos vai na contramão não só do que defendeu a presidente Dilma Rousseff  na campanha eleitoral, mas também do que quer, deseja e merece o povo brasileiro”. E fez um alerta: “O povo que foi às ruas em 2013 e em 2014, com certeza, retomará as ruas em 2015 por mais e melhores direitos. A sociedade não aceita mais pagar, com os impostos mais caros do mundo, uma estrutura política apodrecida que frauda e corrói seus direitos mais elementares”.

(Francy Rodrigues)

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