Má Temática

MÁ TEMÁTICA
Rui Guilherme

Um domingo a mais
Ou somente menos um dia?
Conta que rouba a paz,
Que traz sombra à alegria
De viver, de curtir, de sonhar.
Má, bem ruim essa temática:
Abate, leva ao pesar
À sensação estática
De ver a vida passar tão depressa,
De ver que alegria, dor, tudo cessa
Nessa operação errática:
Noção quase eclesiástica,
Produto dessa matemática
De não saber se um domingo a mais
Não é senão menos um dia

Samba da Utopia

Se o mundo ficar pesado
Eu vou pedir emprestado
A palavra POESIA
Se o mundo emburrecer
Eu vou rezar pra chover
Palavra SABEDORIA
Se o mundo andar pra trás
Vou escrever num cartaz
A palavra REBELDIA
Se a gente desanimar
Eu vou colher no pomar
A palavra TEIMOSIA
Se acontecer afinal
De entrar em nosso quintal
A palavra tirania
Pegue o tambor e o ganza
Vamos pra rua gritar
A palavra UTOPIA

Jonathan Silva: voz Ceumar Coelho – participação encantada: voz Filpo Ribeiro: viola dinâmica Lucas Brogiolo: percussão Marcos Coin: violão Coro: Karen Menatti, Lilian de Lima, Eva Figueiredo, Cris Raséc, Luciana Rizzo, Dinho Lima Flor, William Guedes, Rodrigo Mercadante e Lucas Vedovoto. Gravado no Juá Estúdio Vídeo: BRUTA FLOR FILMES

Cada poeta com sua mania – I

O poeta Ronilson Medeiros tem a mania  – um tanto estranha – de escrever poemas do fim para o começo ou do meio para o começo. E faz isso durante a madrugada quanto todos estão dormindo. “Às vezes abandono o poema em algum canto da casa ou jogo fora quando não gosto“, diz.
“Nunca escrevi um poema por vontade própria. Ou seja, a inspiração vem sem aviso prévio, sempre.
Geralmente um poema é uma descarga de tudo que acontece de dia ou alguma coisa mal resolvida no passado”, conta. E acrescenta que nunca escreve quando está alegre, apenas quando está triste.

Publicado em: Poetas do Amapá Ir para o Post
  • Lembro-me muito bem quando você andava com alguns livros de poesias de autores diversos, pelas madrugadas, hoje você já está sendo reconhecido e as pessoas passaram a ler seus poemas. Parabéns, amigo de décadas pelo talento.

  • Muito boa essa idéias. Nos permite conhecer o intimo literário dos nossos escritores. Salve Alcinéa e suas idéias iluminadas.

  • Há muitos anos, estava lanchando em uma das lanchonetes da JK, o Ronilson chegou com um amigo e pediu para sentar a mesma mesa, eu disse que sim, então ele puxou um poema e declamou, percebi o Grande poeta que estava a minha frente. Não é atoa que no meio do Movimento Rock ele era conhecido como “Cazuza” e também “Poeta”. Parabéns amigo pelo talento.

  • Pessoa amiga e maravilhosa que conheci anos atrás… sempre me mostrava suas poesias um tanto melancólicas, triste, mais nunca triste sempre alegre e pronto a ti fazer companhia para um drink. Hoje sinto falta, porque nao mais degusta nadaaa… saudades velihos tempos! SUCESSO

  • Texto agradável de se ler! Indo direto no assunto, ainda mais quando o tema está relacionado a vida cotidiana do poeta, do escritor, do artista ou de uma pessoa importante do meio…o poeta Ronilso Medeiros nos deixa a sua mensagem de que a naturalidade e a simplicidade das inspirações pode nos levar a situações mais criativas e felizes no dia dia! Parabéns!

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O rei e o astrólogo – Dom Pedro José Conti

O rei e o astrólogo
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá

Conta-se que Luiz XI, rei da França, consultava os astrólogos. No entanto achava que o astrólogo da Corte o estava enganando e, por isso, estava disposto a condená-lo à morte. Mandou chamar esse astrólogo e disse-lhe:

– Vou lhe pedir uma previsão, e, caso você erre, será condenado à morte. Me diga: quando vai morrer? O astrólogo pensou bem antes de responder ao rei e depois disse:

– Três dias antes de Vossa Majestade. Na dúvida, de a previsão estar certa, ou não, o rei não matou o astrólogo.

Conhecer o futuro sempre foi e, talvez, será o desejo, a ilusão e o engano de muitas pessoas. Certas previsões Continue lendo

Guarás

Guarás na orla do Maçarico, em Salinas (PA) – Foto: Alcione Cavalcante

Festividade em honra a Cristo Salvador começou hoje

A festividade em honra a Cristo Salvador iniciou neste sábado, 17, e se encerra no dia 24, com oração do terço, procissão e missa.
Durante a programação religiosa, a comunidade do Conjunto do Barcelos, no bairro das Pedrinhas, é convidada a refletir sobre o trecho do Sermão da Montanha “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5,9).
Ao longo de uma semana terá momentos de peregrinações na comunidade, com a imagem de Jesus, assim como terço e Cenáculo ao Sagrado Coração de Jesus. A programação religiosa se encerra no dia 24, com a missa solene, presidida pelo padre Edivaldo Neves, e procissão pelas ruas do bairro.
No dia 1º de dezembro, a comunidade realizará a programação social, com venda de comidas, sorteio de prêmios e música ao vivo. Na área em frente à Igreja Cristo Salvador.

Programação:
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Exposição de carros antigos

Organizada pelo Clube do Carro Antigo do Amapá,  neste domingo tem exposição de carros antigos a partir das 17h no estacionamento do Garden Shopping.
Uma boa pedida para quem gosta de ver e curtir os “velhos” carros  como esse fusca amarelo do Leandro Bezerra.

Mosca da carambola: AP fiscaliza portos para evitar entrada de frutas contaminadas

No balanço da rede dentro do barco passageiro recebe folheto explicativo sobre a mosca da carambola. ( Foto: Irineu Ribeiro/Secom)

Para combater a mosca da carambola servidores da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro) estão fiscalizando os barcos que chegam e saem de Macapá, conversam com os passageiros sobre o assunto e distribuem folhetos educativos que o passageiro pode ler confortavelmente na rede do balanço da maré.
Hoje a fiscalização  ocorreu no canal das Pedrinhas. O trabalho vai continuar na semana que vem, sempre em horário de maré em portos de Macapá, Santana e no sul do Estado.

Segundo o diretor presidente da Diagro, José Renato Ribeiro, frutas hospedeiras da praga que chegam ou saem do Amapá estão sendo retidas, conforme determinação do Ministério, pois o Estado  está em quarentena e impedido de exportar frutas hospedeiras da praga.

Incertezas republicanas

Incertezas republicanas
Rui Guilherme

Se não foi Confúcio quem deixou esta lição, bem que podia ter sido. O ensinamento é aquele que diz que as palavras são como cavalos em galope: se forem bem guiados, levam com segurança aonde se quer chegar; mas, à rédea solta, os cascos em tropel podem vir a destruir o seu próprio jardim, ou o de seu vizinho.

O noticiário recente tem-se dedicado a falar muito mais do presidente eleito. Do mandatário em exercício, somente notas escassas. Este último, é o presente. O eleito, é o futuro.

Os que foram batidos nas urnas amargam o travo da derrota. É preciso engolir doses gigantescas de fair play para se superar bem as horas de decepção, aceitando que a batalha terminou e que o pavilhão que tremula no mastro da vitória não é aquele que foi símbolo da causa vencida. Mas, em que pese a tristeza da derrota, há que aceitá-la quando o combate terminou.

Ao vencedor, os louros da conquista. Mas que não se turvem estes ao espezinhar quem não ganhou. Não é nobre fazê-lo.

As últimas eleições são página virada no livro de história do Brasil. O que resta agora é juntarem-se as forças, aliarem-se os talentos; é cerrar fileiras no esforço comum de tirar o país desse tormentoso mar de seus problemas. E que se faça isso esquecendo-se os ódios e antagonismos procedentes da disputa eleitoral. Que se baixem as armas, sepultando-se a polarização partidária nociva e antipatriótica.

Para a condução equilibrada dos negócios republicanos, a oposição sistemática e intransigente é tão perniciosa quanto o apoio situacionista e subserviente do sectarismo fanático.

Não se afaste do povo a consciência de que seremos governados daqui há pouco mais de um mês por aqueles a quem a maioria dos cidadãos escolheu pelo voto livre. E que se mantenha firme a noção de que os eleitos são mandatários da vontade popular. É mera outorga de poder isso, da qual resulta que, se o eleito é mandatário, mandante é o povo.

O passado é imutável. Para o presente, em razão de sua fugacidade, as ações de hoje só causam impacto no tempo futuro, que é somente quando se perceberão seus efeitos.

Hold your horses, reza o dito em inglês, cuja tradução literal é “contenha seus cavalos”. Em versão literária livre, corresponde a dizer “seja prudente; não se precipite”. Aos mandatários eleitos, é o que de melhor se pode recomendar.

Hold your horses, ganhadores do pleito de 2018. Que sejam, pois, suas ações pautadas pelo desassombro, pela coragem nos enfrentamentos, mas sempre equilibradas pela prudência, pelo comedimento, pelo bom senso e – sobretudo – pelo invariável desejo de bem servir aos interesses nacionais.