Tempo perdido

Havia um tempo de cadeiras na calçada.
Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a clarabóia da lua. E o cachorro da casa era um grande personagem. E também o relógio de parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.
(Mario Quintana)

  • Havia um tempo em que minha Macapá era assim.
    Cadeiras nas calçadas, conversas entre vizinhos, e às vezes, um café com pupunha.
    Bons tempos! Tempos de seres humanos, bem humanos.
    Hoje, se sentarmos nas calçadas, e sairmos vivos temos sorte.
    A violência grassa por todos os lados, praticada especialmente pela juventude. Uma pena!
    Os garotos se sentem gigantes com um 38 na cintura e uma tragada no crack. Invencíveis, matam qualquer um por qualquer valor!
    E não pensem que vai mudar. Daí para pior. Isso se chama estado pobre, sem direção, sem futuro provável. Triste!

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