O quintal do poeta Isnard

Era aqui, onde hoje é esta pracinha, que ficava a casa da pianista Walkíria Lima e seu filho poeta Isnard Lima. Era uma casa tão aconchegante, de cerca baixinha, muitos livros, discos e partituras nas estantes e outros móveis. Nas paredes, bruxos chineses. O quintal era pequeno e tinha algumas árvores onde os passarinhos anunciavam uma nova manhã.
A casa hoje só existe na nossa lembrança e do quintal restou apenas um coqueiro. Eu e o poeta Osvaldo Simões costumamos chamar para esta pracinha de “o quintal do poeta Isnard” e ficamos vigiando este coqueiro para impedir que qualquer autoridade, num surto de desamor ou maluquice, resolva derrubá-lo.

Isnard Lima  me chamava de “minha comadre de águas bentas”. Sou madrinha de batismo de sua filha Tâmara e me orgulho disso.

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