Poeta em destaque – Paulo Tarso Barros

tarsoPaulo Tarso Barros

Poesia? Vivo-a em mim
No mundo
No silêncio denso e quieto
No subterrâneo da alma:
Intensamente sozinho.

Ele vive cercado de livros. Começou a escrever aos 13 anos.  Aos 14 anos seus poemas já eram publicados nos jornais maranhenses. “O espanto, a solidão e a inquietude da infância, a vivência em meio a um ambiente de muitas belezas à beira rio que ficava atrás da minha casa, os imensos quintais cheios de fruteiras dos meus pais e avós, tudo isso me empurrou para as letras e para viagens incríveis da imaginação e da fantasia”, conta. Isso era lá em Vitória do Mearim – MA, onde nasceu em 1961. Está radicado no Amapá desde 1980.

Um rio que anoitece,
um rio que amanhece
e, envolto em brumas,
deságua em boqueirões
e nos sumidouros do mar…

Os primeiros livros e revistinhas em quadrinhos, como Zorro, Batman, Tarzan, ganhou da avó materna, dona Venância Bogéa e Silva, leitora inveterada que sabia de cor os poemas de Castro Alves e Gonçalves Dias.

Paulo Tarso escreve muito. Já publicou mais de dez livros de poemas, contos, romances, cordel e tem outros prontinhos para publicar. Escritor premiado, está em 13 antologias, não só do Amapá, mas de outros estados.

Até os anos 90 escrevia diariamente em cadernos e folhas soltas. Hoje raramente escreve à mão. Faz tudo no computador. E já não escreve todos os dias. “Fui diminuindo o ritmo e passando a dedicar meu tempo livre para as leituras, o que faço regularmente”, diz. Mesmo assim tem cinco livros inéditos de contos, poemas, crônicas e artigos, além de dois  de cordel e um compêndio literário quase pronto.

Entre mim e o poema,
sangram vocábulos esquecidos
nos escaninhos vazios….

E ainda tem tempo para ajudar os autores que querem publicar. Paulo Tarso está sempre pronto para ajudar os confrades. “Sempre considerei os demais colegas de Letras confrades, irmãos de sonhos e utopias”, revela. E isso ninguém pode negar. Ele revisa os textos dos colegas, faz a formatação dos livros, faz prefácio, acompanha a impressão na gráfica… faz tudo que pode para ver publicados os livros dos seus irmãos de sonhos.

“Eu tomei gosto tarso1por editoração, até por necessidade, pois não temos editoras e são poucos os profissionais na área por isso também tenho atuado como editor de muitas obras. Muito me orgulho desse privilégio de participar há vários anos da luta dos autores do Amapá e também da minha terra natal contribuindo com a edição de suas obras.”

Pergunto se ele tem manias. E ele responde: “Muitas”.
Peço que ele me conte algumas. E ele me diz: “Tenho o costume de datar tudo o que escrevo, de ler vários livros ao mesmo tempo, fotografar amigos, familiares, paisagens (sou fascinado por fotos antigas), de comprar canetas, lápis 5 e 6B, marcadores e caderninhos, além de ferramentas diversas, que mantenho sempre ao meu alcance para os pequenos trabalhos; lâmpadas e sempre uso as bandeirinhas do Amapá, Maranhão e do Brasil no painel do meu carro!”.

Entre mim e o poema,
a carne sangra sua alma…
E a alma, arcabouço silente de mim,
dissolve no silêncio seus vocábulos
e apaga das páginas minhas súplicas…
Entre o poema e o vazio,
há um turbilhão de silêncios
e uma revoada de nenhuns…
Entre mim e o poema,
sangram vocábulos esquecidos
nos escaninhos vazios….

PAULO TARSO Silva BARROS é natural de Vitória do Mearim – MA, nasceu no dia 29/08/1961 e desde 1980 é radicado no Amapá, filho de Miriam Bogéa e Silva e Euzemar dos Santos Barros. Professor com os cursos de Pós-Graduação em Letras: Português e Literatura pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá – FIJ (2009) e Licenciatura Plena em Letras pela Unifap (1995), casado, duas filhas, já ganhou prêmios literários e publicou diversos livros, centenas de crônicas e artigos na imprensa do Amapá, Pará, Maranhão, São Paulo, Pará e Rio de Janeiro. Fez editoração de mais de quarenta obras. É integrante da Academia Arariense-vitoriense de Letras (AVL), da União Brasileira de Escritores (UBE – São Paulo) e da Associação Amapaense de Escritores-APES (www.escritoresap.blogspot.com.br) e foi membro do Júri Nacional do Prêmio Multicultural O Estadão, de São Paulo; do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Diretor da Fundação Estadual de Cultura do Amapá-Fundecap e chefe da Divisão de Editoração da referida Fundação, além de ter dirigido a Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, onde atualmente exerce suas funções. É funcionário da Secretaria de Estado da Educação do Governo do Amapá.

  • olá, sou a Maria. gostaria de saber como faço para entrar em contato direto com o autor PAULO TARSO BARROS, ACADÊMICA DO CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS DA FACULDADE MADRE TEREZA EM SANTANA/AP. GOSTARIA DE SABER SE É POSSÍVEL QUE O MESMO MINISTRE UMA PEQUENA PALESTRA NA INSTITUIÇÃO PARRA UM PROJETO.

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