Um poema de Rogério Silva

Amargo prazer
Rogério Silva

Toco-te com os lábios desejosos
Olhos fechados e espírito leve.
Degusto-te com suave requinte
De prazer imensurável.
Aprecio-te como a linfa soberba
Que leva de mim todos os pesares.
Trago-te como sopro divino
De alívio tardio, mas triunfante.
Deixo-te como vestígio agonizante
Tentador sedutor
Do qual se bebe o amor.

(Da coletânea “Poemas, poesias e outras rimas”)

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