Frente em defesa das riquezas do Amapá

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) solicitou uma audiência na Agência Nacional de Petróleo (ANP), no próximo dia 17, para discutir os impactos socioeconômicos de uma possível exploração de petróleo na costa do Amapá. Para reunião serão convidados os prefeitos de Macapá, Oiapoque, Calçoene e Amapá, bem como o Governo do Estado, Bancada Federal e Ministério Público Estadual. O mandato do senador também organizará um seminário, com a participação de toda a sociedade e setores econômicos, no mês de junho.

O prefeito da capital, Clécio Luís, na segunda-feira (13), na Câmara Municipal de Macapá, dará o primeiro passo dessa frente em defesa da riqueza do Amapá com a assinatura de um projeto de Lei que direciona todos os royalties arrecadados com a exploração do petróleo para investimentos em educação.

Fazendo uso da tribuna, Randolfe fez duras críticas o leilão de bacias petrolíferas que ocorrerá na próxima semana. Serão leiloados 289 blocos exploratórios, em todo o Brasil, 79 deles na Foz do Amazonas. “Certamente a exploração destas reservas provocará variados impactos econômicos e sociais na nossa região. Nosso estado viveu uma frustrada experiência de exploração dos seus recursos naturais, na Serra do Navio. O minério foi embora e nos restou um enorme buraco, pobreza e mazelas sociais”, afirmou.

Para Randolfe, o leilão representa uma ameaça à soberania energética brasileira e a dilapidação das riquezas nacionais. “Lutarei incansavelmente para que a exploração da Bacia da Foz do Amazonas não seja feita no mesmo formato anterior, e para que traga benefícios duradouros para nossas cidades, economia local, Além da geração de emprego e renda e para os serviços públicos de saúde e educação e que não se degrade o meio-ambiente”, disse o senador.

(Carla Ferreira, da assessoria do senador Randolfe)

 

  • Alguem tem que ter iniciativa para fazer alguma coisa e o senador foi eleito para isso, mais todos tem que está reunidos, porque a união faz a força.

  • Para não flar besteira, é peciso ler o edital da ANP. Caso contrário tudo é politicagem. Discurso de candidato sem chances de ganhar.
    Primeiro a Bacia Foz do Amazonas não quer descaracterizar o Amapá. É uma denominação como outra qualquer. Por exemplo a Bacia Pará-Maranhão, Sergipe-Alagoas e outras, tem essas denominações para caracterizar o local onde estão, de fato, situadas.
    Outra coisa, os setores SFZA-AR1 e SFZA-AR2, são setores chamados Águas Rasas, que estão localizados entre 100m e 400m de profundidade, ou seja quase na porta do Amapá. Os setores SFZA-AP1 e SFZA-AP2, são de Águas Profundas, acima de 400 m. Todos esses setores estão dentro da plataforma continental amapaense e portanto se tiver royalties serão nossos.
    Mais uma bobagem deve ser esclarecida: esses setores, tanto de águas rasas como de águas profundas, são considerados pela ANP Novas Fronteiras, ou seja, não se tem nenhuma informação de prospecção, é de risco total. Isto quer dizer qua a empresa que ganhar o lote correspondente ao setor especificado poderá ter sucesso ou dar com os burros n’água e perder tudo que investiu.
    Dessa forma vamos esperar a galinha cacarejar. Se não o omelete pode ser só de farinha e óleo de soja.

  • A culpa é únicamente dos nossos representantes(politicos que se dizem representar o povo),e tb do povo amapaense que não luta por seu território.Outros vem e vão levando nossas riquezas.No caso do minério da Serra do Navio,levaram o minério,ficou o buraco e o povo à ver navios,IRÔNICO!

  • Tomara que o Prefeito Clécio e os demais Prefeitos destinem realmente os royalties p/educação….
    No mais, o Senador vai ter uma batalha árdua e quase que solitária….vai precisar gritar muito p/conseguir deixar parte dessa riqueza no nosso Estado…..Vou torcer muito e, ACREDITAR QUE É POSSÍVEL!.

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