Unimed Fama assume compromisso de arrendar hospital

Na manhã desta terça-feira (7), em reunião com o Ministério Público do Amapá (MP-AP), a Unimed Fama assumiu o compromisso formal de arrendar o Hospital da Unimed Macapá e promover as adequações necessárias para seu pleno funcionamento de acordo com a legislação.  O encontro foi coordenado pela Corregedora-Geral do MP-AP, procuradora de Justiça Estela Sá, com participação de representantes do Instituto de Defesa do Consumidor do Estado do Amapá (Procon/AP) e da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) no intuito de dar prosseguimento às adequações no que tange a parte física do Hospital Unimed Macapá e melhorias na assistência do atendimento ao consumidor do plano de saúde.

Neste  encontro, o membro do Conselho Consultivo da Unimed Fama, Dr. Wilson Niwa, assumiu formalmente a responsabilidade de arrendamento do Hospital Unimed Macapá pela entidade que representa, bem como promover as adequações físicas e legais para restabelecimento da unidade hospitalar da capital amapaense. O conselheiro da Unimed Belém (PA) ressaltou que há quatro anos, a Unimed Fama recebeu a Unimed Belém com um déficit de R$ 140 milhões de reais e, hoje, figura com um superávit de R$ 120 milhões, demonstrando a capacidade administrativa do grupo.

“Nenhum problema é insolúvel, basta encontrarmos alternativas viáveis através de um acordo de ajuste e cooperação para um melhor atendimento ao cliente”, frisou Wilson Niwa.

Os promotores de Justiça André Araújo e Fábia Nilci, da Promotoria de Defesa da Saúde, e a promotora de Justiça Gisa Veiga, coordenadora da Promotoria de Santana, foram unânimes em postular melhorias para os atendimentos e adequações das partes físicas.

“Independente do TAC ou melhoria sanitária, o que queremos da unidade de saúde é a melhoria no atendimento ao seu beneficiário”, ressaltou André Araújo, enquanto  Fábia Nilci ressaltou que é preciso atentar-se para as exigências básicas da Unimed, quando da realização do TAC, entre elas um melhor atendimento ao cliente entre outras demandas estruturais necessárias.

“Nós precisamos de respostas. Em muitos casos, o usuário não consegue respostas simples que poderiam ser disponibilizadas pelos balconistas e recepcionistas. Acredito que simples orientações e vontade de atender, poderiam melhorar essas situações”, frisou Gisa Veiga.

A Corregedora-Geral avaliou a reunião como muito produtiva. “Considero um grande avanço a reunião de hoje com a proposta de arrendamento do Hospital pela Unimed Fama. Sabemos que não é uma recuperação rápida, mas já temos essa alternativa apresentada para solucionar parte do problema. Daremos continuidade às reuniões de trabalho para definição dos demais aspectos relacionados aos serviços prestados pelos planos de saúde e atendimento aos usuários”, manifestou.

Outras reuniões foram acertadas visando ajustamentos para o TAC com a inclusão da Unimed Fama e soluções na assistência de atendimento ao consumidor.

Em 2015 a cooperativa em Macapá assinou um TAC em que se comprometeu em realizar a adequação do Hospital mantido pela empresa, localizado no bairro Jardim Marco Zero, e se comprometera a ajustar diversos ambientes, inclusive Centro Cirúrgico e Unidade de Terapia Intensiva, com o fim de obter a licença sanitária perante a Vigilância Sanitária Estadual.

O não cumprimento das cláusulas do TAC por parte da Unimed Macapá resultou em uma ação judicial e na interdição parcial do hospital do Marco Zero por parte da Superintendência de Vigilância em Saúde no último dia primeiro.

Com o arrendamento do hospital pela Unimed Fama, espera-se que haja cumprimento integral do TAC e melhorias no atendimento aos usuários da Unimed no Estado.

(Asscom/MPE)

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