1ª Feira de Livro do Amapá

Escritores e poetas amapaenses estiveram nesta terça-feira, 18, reunidos com o governador Camilo Capiberibe no lançamento do selo oficial da 1ª Feira de Livro do Amapá (Flap), que vai acontecer de 3 a 6 de novembro. O evento faz parte de um conjunto de ações na área literária inseridas no Plano Estadual do Livro e da Leitura, que está valorizando e disseminando a literatura amapaense. O selo será a marca da feira que vai espalhar leitura e outras artes pelo centro de Macapá no Caminho Literário, que vai interligar três espaços públicos da capital.

Flap

A feira, que terá como tema “Rio Acima Mar Abaixo”, está sendo trabalhada em parceria por integrantes do Governo do Amapá, Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) e escritores amapaenses. O Estado está investindo na realização do evento R$ 263 mil. Durante os quatro dias da feira, será montado um corredor que vai integrar o Teatro das Bacabeiras, Biblioteca Pública e Escola de Administração Pública (EAP). “O selo traduz a alegria do povo do Amapá, nossa floresta, nossa arte e a história”, descreveu a poeta Carla Nobre, coordenadora do Proler.

Caminho

A ideia é inovadora no Amapá. O Caminho Literário vai atravessar o centro da cidade com exposições e estandes, e vai promover debates, oficinas, apresentações teatrais, lançamento de livros, contação de histórias, recitais, unindo literatura, expressões corporais e outras artes. Duas novidades da feira irão impulsionar o mercado literário do Amapá e incentivar escritores. Uma é o Vale-Livro, que será disponibilizado para professores e estudantes para que comprem livros durante a feira. A outra é o Edital que será lançado para o financiamento de publicações amapaenses.

Patrona

A escritora e artesã Esmeraldina Santos, moradora do quilombo do Curiaú, foi escolhida para ser a patrona da feira. Sua indicação deu-se pela valorização de seu trabalho e da luta para sair do anonimato, o que ela reconheceu durante a cerimônia. Ela é integrante de uma das famílias tradicionais do Curiaú e despertou para a literatura após voltar e estudar, depois de adulta. Repetindo a tradição de negros amapaenses que descreviam seu cotidiano nos ladrões de marabaixo, ela escreve o dia-a-dia da família e de seu povo em livros e contos.

“Os escritores do Amapá precisam sair do anonimato. Nossos livros têm que ser lidos, sei o quanto é importante esse reconhecimento, por isso acredito que a feira vai contribuir para que livros de pessoas como eu estejam nas mãos e estantes de amapaenses e outros brasileiros”, disse Esmeraldina. A escritora já publicou três livros: História de Meu Povo, As Aventuras de Dona Florzinha, Uma Quilombola na Política, e está concluindo o Pensamentos de Esmeraldina.

A primeira-dama Cláudia Capiberibe, incentivadora da feira, afirmou que esse é apenas um dos passos que o governo está dando de apoio à cultura. “Está em andamento, desde 2011, um trabalho que é resultado de decisões políticas e do envolvimento de artistas, escritores e outros que fazem cultura, que assumiram conosco esse compromisso. Reabrimos a Biblioteca, o Museu Sacaca, destinamos na Expofeira um espaço para a literatura e agora vamos disponibilizar a literatura para quem quiser ter acesso”, disse.

“Nossa intenção é que todos tenham a oportunidade de ler um livro, por isso foi criado o Plano Estadual e dentro dele a feira e outras iniciativas. Queremos também que nossos escritores sejam lidos, para isso vamos dar visibilidade durante o evento e garantir que professores e alunos possam comprar livros que estejam expostos. Queremos democratizar a leitura, gerar renda para esses autores com o Vale-Livro e incentivar novas publicações por meio do Edital. A feira vai colocar o Amapá no roteiro literário do Brasil”, definiu o governador Camilo Capiberibe.

Mariléia Maciel/Secom

  • Um Sonho se tornando realidade.
    É plausível essa iniciativa do GEA, onde o que construimos aqui é valorizado, pois somos um povo com identidade própria e não fruto de reprodução e cópia de outros povos, somo amapaenses e somos todos artistas!

    Mas gostaria de lembrar que vale dar uma significativa atenção para as produções acadêmicas, como artigos, livros de intelectuais amapaenses, etc.
    Vale ressaltar tambem que é preciso atingir todas as esferas culturais, como tambem as religiosas.
    Seria bom um departamento de exposição de livros de pastores, padres, lideres religiosos que compoem o amadurecimento de nossa civilização local.

    É preciso se fazer uma feira que atinja todos e não so os interesses dos envolvidos na organização da mesma.
    Isso eu falo porque eu vejo uma não divulgação e abertura para alguns grupos sociais.

    ate mais.

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