A visita do embaixador da Venezuela

O embaixador Maximilien Arvelaiz, senador Randolfe Rodrigues e vereador Clécio Luís
(Foto: Carla Ferreira)

O embaixador da Venezuela, Maximilien Arvelaiz, considerou bastante produtiva sua vinda ao Amapá e sai daqui com a certeza de que boas parcerias serão firmadas entre o Amapá e a Venezuela em diversos setores, como empresarial, cultural e também nas áreas da saúde, educação e esportes.

Arvelaiz está no Amapá a convite do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
Ontem, sempre acompanhado do senador Randolfe e do vereador Clécio Luís, ele cumpriu

No Curiaú, o embaixador bateu caixa de marabaixo

uma vasta agenda que começou logo cedo com uma entrevista coletiva à imprensa; depois reunião no Sebrae, almoço com empresários e à tardinha foi ao Curiaú, onde dançou marabaixo e batuque, bateu caixa, provou a gengibirra e falou sobre intercâmbio cultural.

Incansável, bem disposto e alegre, o embaixador quis conhecer a culinária local. Tomou tacacá na Praça Nossa Senhora da Conceição e comeu camarão no bafo no Norte das Águas. Cumprimentou todos que se aproximaram dele e não negou nenhum pedido para   bater fotos com pessoas do povo. Deixou a impressão de que gosta de povo, de conversar com o povo e  conhecer a cultura dos lugares que visita.

Depois do tacacá, uma conferida no twitter

O encontro com os empresários
No encontro com os empresários  foram apontadas como possibilidades de comércio bilateral a venda de búfalos para a Venezuela e a compra, a preços competitivos, de uréia e calcário para a agricultura do Amapá.

A Venezuela  – disse ele – compra cerca de 600 milhões de dólares por ano em gado do Pará. A inclusão do Amapá nesse mercado renovaria o plantel de bubalinos e revigoraria o setor agropecuário. O Amapá compra calcário a preços elevados, o que impede o estado de produzir grãos a preços competitivos. Sem produzir milho, por exemplo, a ração é comprada de outros estados, encarecendo o preço final do frango. O resultado é que o Amapá consome frango de fora, porque o produzido aqui é mais caro.

Com as portas do mercado internacional abertas, o presidente da Federação da Agricultura e Agropecuária, Iraçu Colares, disse que são necessárias ações políticas junto ao Ministério da Agricultura, além de melhor aparelhamento do Departamento de Inspeção Agropecuária. Só assim a certificação de qualidade da carne bovina produzida no Amapá será elevada à condição de exportação. Mas, ponderou que a visita do embaixador pode acelerar a organização do setor.
Nos próximos meses, uma missão de empresários amapaenses deverá seguir até a Venezuela. A sugestão foi dada pelo presidente do Conselho da Câmara de Dirigentes Lojistas, Jaime Nunes. “Vamos verificar o que podemos exportar e ao mesmo tempo importar, que vá trazer benefícios à nossa população, barateando preços e dando acessibilidade a produtos que ainda não temos aqui no Amapá”, disse Jaime. Outra consequência da visita será a vinda de uma equipe técnica da área econômica do governo venezuelano ao Amapá.

“Nos últimos dez anos o Brasil estreitou a relação com os países vizinhos. A Venezuela pode ser uma grande parceira dos estados da Amazônia e do Nordeste. Nós do governo do estado queremos contribuir para que essa relação possa dar frutos e proporcionar mais desenvolvimento ao Amapá e à Amazônia”, disse o secretário Cláudio Pinho.

No setor cultural, após conhecer a região do Curiaú e receber de presente uma caixa de marabaixo, o embaixador Maximilien Arvelaiz se comprometeu em trazer uma mostra das manifestações populares de seu país, através dos tambores, para os festejos da Semana da Consciência Negra em novembro.
Para o senador Randolfe a visita foi irretocável. “Os estados da Amazônia, os países do platô das guianas e a Venezuela podem formar um bloco solidário de desenvolvimento. Temos diversas identidades e a proximidade regional nos favorece”, disse o senador.
Na manhã de hoje, o embaixador tem encontro com o governador Camilo Capiberibe. No começa da tarde ele retorna para Brasília com o senador Randolfe Rodrigues.

  • Parabéns aos dois pela relação de amizade com o representante da Venezuela! Aquele país fez a sua revolução “bolivariana” e tem sofrido muitos ataques da direita brasileira e mundial.

    Luiz Pingarilho

  • Randolfe vem se tornando, nesses poucos meses de atuação junto ao Senado,um verdadeiro representante do Estado do Amapá. Essa articulação, demonstra que Randolfe não atuará durante os proximos 8 anos para representar seus proprios interesses, como acontece com outros ditos “representantes”. Acredito!

  • Precisamos que esse blá, blá, blá, aconteça, que a palavra vire ação, saia do papel, esse estado, precisa de planos que realmente beneficiem o coletivo, para isso é necessário, estudo, diagnóstico, planejamento, chega de só circo e pão!!! Vc consegue visualizar esse estado daqui a 4 anos ?

    • Eu consigo. Falido, quebrado. Em 2012, com a revisão dos percentuais do FPE, o Amapá corre o risco de ficar sem recursos sequer para pagar sua folha. Sombria perspectiva.

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