• Lembro-me da mamãe quando colocava as roupas no quaradouro para secar. Fiz até um haicai: Suas roupas íntimas/no quaradouro, abrasa-me/de sol e de ciúmes… E tem outra, todas as vezes que ouço a música Ouro de Tolo, de Raul Seixa, me salta à lembrança essa passagem da infância. Olha o que diz a letra: Porque longe das cercas/Embandeiradas/Que separam quintais/No cume calmo/Do meu olho que vê/Assenta a sombra sonora/De um disco voador. Na foto, percebi a ausência de calcinhas. Minha amiga explicou: “Mulher de responsa tem apenas três calcinhas: uma que está usando; outra usada, no cesto de roupa suja; e a que está atrás da geladeira, secando.” Entendi.

    • Gabriel, não precisa ir longe. Na esquina da Hamilton Silva com a Av. Pedro Baião, há um prédio – joínha, joínha –, nos altos, o quaradouro é muito mais colorido com a exposição de roupas pra secar. Há até cuecas samba-canção e anáguas. Calcinhas eu também não vi dependuradas lá não. Será que estão atrás da geladeira?…

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