Artigo

Mãe: Rainha ou escrava do lar?
Professor Alcides de Oliveira
[email protected]

Quando se tem a pretensão de  comentar alguma coisa sobre mãe, que em primeiro lugar não pode ser alguma coisa qualquer, tem que ser algo muito relevante, precisa-se ter a mente e o coração aberto, porque vai se comentar sobre a ferramenta que Deus colocou na terra para que ela possa dar continuidade a sua obra divina no que diz respeito a perpetuação da raça humana, tal qual a Sua semelhança. Ao comentar é preciso observar também que se vai comentar sobre mãe, então vai se comentar sobre o verdadeiro amor, sobre a essência do amor, vai se comentar sobre o dom da vida e vida de alma e de sangue, portanto é por demais sério o comentário e altamente carregado de sinceridade, de gratidão, de sabedoria, de amor, de carinho, de verdade, de Deus, de perdão, de reciprocidade, de cumplicidade, de saudade, de abraço, de cheiro, de colo, de leite materno, de sofrimento, de arrependimento, de prazer, de alegria, de tristeza, de ninar, de poesia, de cuidar, de preocupar, de buscar e de viver, quando se propõem a falar sobre mãe.

Não é fácil, é muito difícil essa tarefa de se comentar sobre a responsável pela renovação da vida nesse planeta de nosso Deus.

Muitos comentam rebuscando palavras feitas, dando adjetivos muitas vezes inócuos, sem sentido, como assim: mãe, a rainha do lar. Por si só, com certeza ela não sente que todos da sua casa, da sua família sejam os seus súditos, que ela possa estar acima dos seus por se achar como uma rainha, por fazer da sua casa um castelo onde todos estão submisso a sua vontade e não ao seu amor, não ao seu carinho, não a sua responsabilidade por todos os seus, sempre ao encontro da felicidade, que ai sim é o seu desejo é a sua esperança para todos os filhos que ela ama.

Na maioria das vezes, na vida de uma mãe, observa-se que muito sofrimento a acompanha nessa fantástica missão de ser mãe, pois ela é só amor, não é rainha de nada, é amor, e como tal sente tudo que os seus sentem, atrai para si tudo de ruim que está a acontecer com os seus filhos, é facilmente submissa à vontade de tudo e para tudo, desde as vontades estranhas até aquelas, que mesmo contra a sua vontade se deixa levar para não contrariar os filhos amados e agindo assim, se torna não uma rainha mas escrava dos desejos mil dos filhos, se torna escrava das vontades muitas vezes estúpidas e dengosas de seus filhos, se torna escrava do ter que lavar, passar, acordar, cozinhar, limpar e não se opor as vontades que se colocam no seu dia a dia a serem cumpridas sem pestanejar, para se cumpridas receber ,talvez no segundo domingo do mês de maio, um fogão novo, ou um tanquinho novo, ou um ferro elétrico novo, ou uma batedeira de bolo, ou uma panela de pressão nova, junto acompanhando um cartão de felicitações já editado a décadas, com frases já não tão ouvidas mais, esperando assim que nesse domingo todos os seus filhos a visitem, para juntos degustarem aquele prato preferido por eles, escolhidos por eles, feito por ela naquele fogão novo.

Uma mãe não quer se sentir superior e nem ser chamada de sua majestade, ela por ser essencialmente amor, só quer sentir amor, só quer viver o verdadeiro amor materno, mas com certeza, uma mãe também não quer se sentir inferior mesmo que ela se deixe ser, ela não quer se sentir escrava de nada, mesmo se deixando sentir assim e ai os filhinhos tem que verdadeiramente saber  de qual sentimento a mãe está sentindo, se de um lar sem ser um castelo mas feliz, ou se de um lar sendo uma senzala, e assim sendo infeliz e dizendo ser feliz. Eis a questão.

Se o amor dos filhos for realmente verdadeiro pela mãe, ela naturalmente não se sentirá rainha ou escrava, mas eternamente mãe e portanto amor com muita felicidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *