Até que enfim

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) amanheceu o dia disparando e-mails para as redações informando que vai contratar uma empresa para consertar os elevadores do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL), que estão há anos sem funcionar.
Na nota a Sesa diz que está “ciente de que o pleno funcionamento dos mesmos facilitará o acesso no transporte de pacientes, servidores e de materiais do térreo para o primeiro e o segundo andares do hospital.”

A decisão da Sesa de consertar os elevadores foi tomada após o sucesso da campanha “Amapá contra o câncer”, realizada quinta-feira, quando o povo se uniu e doou mais de R$ 500 mil para o Instituto Joel Magalhães de Combate ao Câncer (Ijoma), uma ong administrada pelo Padre Paulo.

No HCAL – hospital pertencente ao governo do Estado – pacientes com câncer para se submeter a sessões de quimioterapia tem que subir pelas escadas até o terceiro andar, onde fica o setor de quimio, porque o elevador está há anos parado e ninguém, pelo menos até ontem, tomava a decisão de mandar consertá-lo.
Fragilizados pela doença, muitos não dão conta de subir e são carregados no colo pelos parentes para o terceiro andar. “É constrangedor, desumano e humilhante“, disse uma paciente ao blog.

    • Muito bom o seu comentário.
      De fato nesse governo ainda tem um milhão de problemas para resolver.
      O ruim é que vamos ter então que esperar um milhão de anos de PSB no poder, para que possam resolver os problemas de hoje.
      Enquanto isso na BatCaverna a SESA faz festa e envia um milhão de e-mails para informa que realizou o que lhe compete necessariamente fazer.
      Neste caso oferto ao governo da paralisia e a SESA em particular um milhão de frascos de oléo de peroba, a fim de que possamos melhor enxergar um milhão de sorrisos amarelos.

  • Ê ainda tem gente que entra no seu blog para postar que o recurso nos doamos para o carnaval (sim, porque o dinheiro repassado sai do nosso bolso) é sensato, enquanto a saúde publica de nosso estado pede socorro. Santa hipocrisia dizer que esse dinheiro é da cultura, que é um “INVESTIMENTO”. Tá bom.

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