Carta do Sindicato dos Servidores do Grupo Socioeducativo

Servidores da FCRIA,

O SINGSEP vem informar-lhes da situação de nossa campanha salarial, em curso desde abril deste ano. Varias categorias de servidores vêm sendo ouvidas pelo Sr. Governador, e muitas tendo suas reivindicações atendidas, a saber: 1 – SIMS: (NM obteve 8% + 12%; NS 8% + equiparação com o salário do Grupo Gestão, saltando de R$1.200,00 para R$3.900,00); 2 – Grupo administrativo: obteve 8% + 12% e autorização para acúmulo de gratificações (GDATA? + gratificação de natureza especial); 3 – Polícia Civil: 20%; 4 – Polícia e Bombeiro Militares: 15%; 4 – Saúde 8% + cumprimento de algumas garantias que somadas atingem 18% ou 20%.

Dos ofícios protocolados no Palácio do Setentrião e na Secretaria de Planejamento, nos meses de abril e maio, respectivamente, por este Sindicato solicitando abertura da MESA DE NEGOCIAÇÃO, não recebemos respostas oficiais e sim evasivas e nada concretas, que apenas reforçam esse sentimento coletivo de descompromisso do governo conosco e com a sociedade amapaense.

Nossa PARALISAÇÃO deflagrada nos dias 17, 18 e 19 de maio tinha como propósito sermos recebidos pelo Sr. Governador, bem como pelo Sr. Secretário de Planejamento, para que pudéssemos apresentar nossa pauta de reivindicações e chegar a um consenso justo.

Todavia, isso não aconteceu! Nossa PARALISAÇÃO foi vitimada por manobras jurídicas, que em breve, se houver justiça neste Estado, serão revistas!!

Diante desse quadro, não vamos deixar que apenas nossa categoria fique à margem e nossos direitos preteridos!! Nossa PARALISAÇÃO não foi ilegal!! Nosso sindicato não usou de má fé!! Até porque o sindicato não é uma direção e sim um coletivo organizado e disposto. Não é um grupo pequeno, isolado, passivo e permissivo de servidores. Acertando e errando juntos, por ação e omissão, não deixaremos de acreditar na força de transformação de nossas ações.

É imprescindível que todos os servidores sindicalizados e não sindicalizados (não há distinção, pois os benefícios atingirão a todos) compareçam as assembléias e reuniões, que façam presença quando houver mobilização em frente a órgãos públicos e onde for necessário.

Precisamos reverter a situação!! Vamos ensinar este Governo a respeitar uma  categoria que todos os dias, no exercício de suas atribuições, padece das mais absurdas condições de trabalho.

Lembrem-se que nossa luta não é pessoal, nem chefia imediata, nem contra as pessoas que ocupam cargos de natureza especial na Sede, nem contra o Sr. Governador, é antes a favor dos sócioeducandos que convivem conosco todos os dias, para que eles tenham reais e verdadeiras condições de se desligarem de suas medidas socioeducativas e por nós que merecemos, como cidadãos e seres humanos que somos, ter uma vida digna, não apenas com as condições mais elementares para o cumprimento do dever, mas com a remuneração justa ao ofício que optamos seguir.

Nos próximos dias será realizada assembleia geral da categoria onde se definirá os próximos encaminhamentos desta luta justa, necessária e consciente.

SINGSEP

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