CEA discute implantação de usinas

A implantação de três usinas hidrelétricas no Amapá foi o ponto de pauta da reunião realizada pela Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) com a Ferreira Gomes Energia S/A. O presidente José Ramalho recebeu, na quarta-feira (12), em seu gabinete, os representantes da empresa responsável pela execução das obras no município de Ferreira Gomes.
O presidente, acompanhado pelo diretor técnico da CEA, Jucicleber Castro, pediu informações a respeito dos empreendimentos. Eles queriam saber todo o processo de instalação da empresa no Amapá, a capacidade de geração de energia das usinas e quais os resultados que essas obras irão trazer para a população
O diretor técnico da Ferreira Gomes S/A, Gastão Rocha, se colocou à disposição para fazer uma apresentação dos projetos das três usinas para o corpo técnico da companhia. Ele explicou todo o procedimento adotado pela empresa para a sua participação no Leilão até a outorga de concessão, obtida em outubro/2010, com início da montagem da primeira etapa, em novembro do mesmo ano. Disse que a usina de Ferreira Gomes que foi iniciada tem capacidade de gerar 252 Mw, com conclusão prevista para o ano de 2013.
O economista Charles Chelala falou do estudo de impacto ambiental realizado por ele, e concluído em dezembro de 2008, para implantação da 1ª usina denominada de Ferreira Gomes. Segundo ele, “serão três empreendimentos com pouco impacto ambiental” explicando que o rio Araguari, onde serão implantadas as usinas, já possui uma barragem por conta da usina Coaracy Nunes, o Paredão.

José Ramalho falou da grande necessidade do Estado que é interligar os municípios de Laranjal do Jari ao Oiapoque, através do linhão de Tucuruí, previsto pela Eletronorte para chegar ao Laranjal do Jari em julho/2012. Para isso, vai precisar investir recursos na ordem de, aproximadamente, 240 milhões de reais. Uma das alternativas encontradas foi incluir proposta de integrar o município de Oiapoque no programa do governo federal “Luz para Todos”, a fim de resolver o problema de abastecimento na região.

Segundo ainda o presidente, a expectativa e concluir a expansão energética em 5 anos. “Com esses investimentos o Amapá vai produzir energia até para exportação”, disse Ramalho, acrescentando que o governador Camilo Capiberibe está sensível ao problema de abastecimento de energia porque sabe que é essencial para desenvolver o Estado.
(Gilvana Santos, da Ascom/CEA)

  • A CEA deve se por em seu lugar. È uma concessionária falida. Não tem que se meter em questões de geração hidríca de energia. Quer fazer o que? Mudar a legislação nacional? Tem que ver se consegue se enquadrar pelo menos como concessinária.

  • O Gleudson Almeida tem razão em seu comentário. Energia elétrica está diretamente associada com não apenas o desenvolvimento econômico do estado, mas também com a melhoria da qualidade de vida da população, porém dizer que haverá pouco impacto ambiental não faz sentido. Usinas hidrelétricas de pequeno porte (de até 30 MW) já precisam de lagos consideraveis de 13 km² para poder manter uma geração eficiente e utilizar a barragem da outra usina diminui a eficiência dela. O governo tem que ter em mente de que hoje em dia existem formas de geração muito menos agressivas ao meio ambiente do que usinas hidrelétricas e para um estado em que possui uma área de reserva tão grande que o tamanho, ou seja a área que a próxima usina for ocupar, deve ser levada em conta antes de simplesmente ser autorizada sua construção.

    • Estudo de impactos é falho, eu como leigo consigo perceber. Aumento da população sem ordenamento faz os entornos dos polos se favelizarem. O povo quer desenvolver a qualquer custo, sem planejamento.
      Loucura fazer uma obra sem ter uma cidade que foi preparada para receber o volume humano. Acho que qualidade de vida quando conquistada sem pensar, gera mazelas sem solução no futuro. Porque não começar criando viabilidade de escoamento da produção do Estado, nossa agricultura padece da falta de estradas, da falta de porto. Não produzimos por não poder escoar, enfim a luz chega e vamos viver na eterna dependencia da caridade do Governo Federal, com nossas televisões ligadas?!

      Mania de dar o peixe , e não viabilizar a pesca, luz para todos e conta para poucos… política Robin Wood. Investir na agricultura viabilizar que o povo do interior pague suas contas de luz, isso é dignidade humana, não socorrer e manter as pessoas estagnadas na vida recebendo os auxilios governamentais.

      Gerar efeito migratório contruindo fonte de emprego é burrice, não temos estrutura para isso, a obra vai inflar a sociedade local em busca de oportunidades. Preparem o Amapá para realizar uma obra que não crie impactos humanos, parem de se ater somente nas questões vegetação, hidrica e terrestre e nos interesses finaceiros, lembrando que o foco é qualidade de vida para HUMANOS. Favelização é um modelo velho de políticas imediatas e sem visão futura, e vocês nunca aprendem a evitar. Estradas, porto e aeroporto precisamos produzir e escoar, chega de mamar só Governo Federal, o povo merece dignidade, trabalho, setor privado urgente, chega de ser refém da economia política, chega da cultura do funcionalismo público, grandes povos se desenvolvem com apoio do governo, e não com as tetas do mesmo. É o fim da picada.

    • A Secretaria de Planejamentos Estratégicos da Presidência da República, no Ministério do Planejamento, autorizou a implantação de uma Unidade Termo Elétrica (UTE) a Gás Natural de 100 MWts para o estado do Amapá, no Plano Pluri Anual – PPA 2000/2003, no valor de US$ 57 milhões (dólares). Infelizmente este projeto não foi levado a diante e, mais, o recurso retornou para o Tesouro Nacional por falta de uma ação política.
      A costa do Amapá, e a Bacia Petrolífera de Urucú, Amazonas, possui gás natural em abundância para alimentar esta UTE a gás natural. Se a UTE tivesse sido implantada, no Amapá, seria implantado também pela GÁSPETRO, subsidiária da PETROBRAS, uma Unidade de Processamento de Gás Natural – UPGE, no Porto Organizado de Santana, AP.
      Estudos realizados pela Organização Mundial de Meio Ambiente das Nações Unidas, ONU, determinou que todas as UTEs movidas a diesel, fossem desativadas pelo mundo. O Amapá possui varias dessas unidades, operando no município de Santana,AP. A maior gera 45 MWts de energia. A Eletronorte consome 750 mil litros dia – 27.375 mil litros ano de “OPGE”, o óleo para geração de energia, cujo fornecimento é feito pela Petrobras.
      Mais, resolveram implantar algo que prejudica e muito o Meio Ambiente.
      A forma correta de gerar energia na Amazônia, são as UTEs a Gás natural.
      A floresta agradece…

  • Recife-PE.

    Dizer que o impacto ambiental será pouco. É na melhor das hipóteses eufemismo, e grosseiro.
    Prezado Sr Charles Chelala, não há pouco impacto ambiental quando da ação antrópica da envergadura de uma usina hidrelétrica!
    Que pese os danos aos ecossistemas. Não há desenvolvimento sem energia, e salvo melhor juízo a matriz energética do estado é ineficiente.
    Não faz sentir pensar alguém privado de eletricidade.
    Minha sugestão aos competentes gestores da CEA: Cobrem responsabilidade social dos executores dos projetos de construção das usinas hidrelétricas.
    O ESTADO já tem históricos suficientes de descaso com o meio ambiente e com as populações locais.
    Na dúvida releiam os casos: “Serra do Navio com o arsênio” e cassiporé com o mercúrio.
    No mais, Sucesso.

    Gleudson Almeida é Especialista em Comunicação Política

  • Recife-PE.

    Dizer que o impacto ambiental será pouco. É na melhor das hipóteses eufemismo, e grosseiro.
    Prezado Sr Charles Chelala, não há pouco impacto ambiental quando da ação antrópica da envergadura de uma usina hidrelétrica!
    Que pese os danos aos ecossistemas. É fato, o desenvolvimento necessita das usinas, e salvo melhor juízo a matriz energética do ESTADO é ineficiente.
    Não faz sentir pensar alguém privado de eletricidade.
    Minha sugestão aos competentes gestores da CEA: Cobrem responsabilidade social aos executores dos projetos de construção das usinas hidrelétricas.
    O ESTADO já tem históricos suficientes de descaso com o meio ambiente e com as populações locais.
    Na dúvida releiam os casos: “Serra do Navio com o arsênio” e cassiporé com o mercúrio.
    No mais, Sucesso.

    Gleudson Almeida é Especialista em Comunicação Política.

  • Não adianta em nada falar em construção de usinas, se a distribuição de energia é imprestável. As subestações estão saturadas. A situação da CEA é complicada, coitado do Ramalho.

  • É bom que fique claro que a o povo do Amapá não terá nem um kilowattzinho desta energia pois a CEA não participou do leilão de compra realizado no ano passado.Tudo por conta da irresponsabilidade e calote governo anterior.

    • Esse governo que Vossa Senhoria critica, é o mesmo que o ex-Presidente da República Luis Inácio da Silva (PT), o Lulinha paz e amor, gravou para o horário eleitoral, nas últimas eleições, convocando os abestado a votar no WG e no zoiudo…
      Você anda com a memória curta…

      • O lula pode pedir voto pra quem ele quizer.Eu não participei, e sempre critiquei o governo da harmonia.Acho que foi um erro do Lulinha.Ninguem é perfeito.

        • Você fez pior que LULA…
          Levou um “CRETINO” E “CORRUPTO” COMO O “NOGUEIRA” para se filiar ao PT. E hoje, faz parte do governo dele, comandando a Companhia Docas. O indicado para sentar na cadeira da presidência da CDSA, foi ação sua.

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