Cronistas do blog

Gibis, fotonovelas e amores
Cléo Farias de Araújo

Certa vez, passando em frente a uma das estantes de casa, deparei-me com a seção das revistas raras, daquelas do tempo de criança, quando, após lermos, as trocávamos com outros garotos, nas portas dos cinemas de Macapá.

Naquele tempo, a CAESA era nossos braços, a puxar água do poço pra todas as necessidades de casa. E não podíamos deixar a corda do sarilho ou do carretel sujar. Do contrário, recebíamos uma esculhambação ou mesmo uma pisa (surra) de cipó de cuieira, goiabeira ou de cinto do papai, na hora. Nossos videogames eram: as macacas, piras, cemitério (espécie de jogo com bola que hoje é chamado de queimada), futebol na rua, pernas-de-pau, roladeiras (carrinho feito com latas de leite, cheias de areia, amarradas umas às outras) e caçambas de lata de óleo, das marcas Sol Levante, Pajeú, Dora ou Coqueiro (pois eram quinadas e não arredondadas). Nossos livros eram, basicamente: “Infância Brasileira”, de Ariosto Espinheira; “As mais belas histórias”, de Lúcia Casassanta; “Tabuada Aspectos de Aritmética”; “Cartilha Série A”, de Rodrigues Pereira e “Admissão ao Ginásio”, de Aída Costa.

Não sei se hoje as coisas são fáceis, porém, no meu tempo de moleque, era mais difícil termos uma pilha de revistas. Entretanto, esperança é o que não falta à infância. Logo, o sonho de tê-las em grande quantidade, era apenas transferido para o dia seguinte.

Lembro de um moleque, vizinho nosso, o Sapo Tião, trazendo revistas usadas da casa do patrão de sua mãe, que esperávamos com ansiedade. Às vezes o Sapo as perdia, jogando peteca. Meu irmão sempre ganhava dele.

As revistas eram divididas por gênero (masculino ou gibi e feminino ou estórias de amor). Os homens eram chegados num bom gibi. Zorro, Mandrake, Roy Rogers, Cavaleiro Negro, Bat Masterson, Tio Patinhas, Mickey e Zé Carioca, eram os mais procurados.

As mulheres gostavam, basicamente, de fotonovelas (periódicos que contavam histórias, mas ilustradas com fotos reais), publicadas sob os selos Capricho, Sétimo Céu, NoturnoCarinho, Ilusão, Grande Hotel e algumas outras. Mas os homens também davam “uma espiada”, pra não dizer que as liam. Pensando na platéia masculina, também foram lançadas as revistas de Jacques Douglas e Lucky Martin, com estórias mais bandeadas para os lados de 007.

Os atores de “ponta”, atendiam por Jean Mary Carletto, Luciano Francioli, Franco Gasparri, Franco Dani e Mimo Billi (um tipo de paizão). As atrizes mais conhecidas, eram: Michela Roc, Marina Santi, Katiuscia, Isabella Savona, Claudia Rivelli, Paola Pitti, Adriana Rame, Wendy D’Olive e Marina Coff. A minha atriz preferida era a Michela Roc. Para mim, a dupla perfeita era Jean Mary Carletto e Michela Roc. Era como Tarcísio e Glória Menezes ou Cláudio Marzo e Regina Duarte, da teledramaturgia brasileira.

As mulheres não queriam entender como um homem belíssimo (na opinião delas), como Jean Mary babava pela Michela, mas a ala masculina, sim. Todo rapaz sonhava em namorar aquela mulher. Lindíssima, passeava entre a ingenuidade e o glamour, associada a uma deliciosa pitada de sedução. Sempre elegantemente vestida, passeava por nossos corações com aquele jeitinho meigo de boneca da Estrela ou da “Jeannie é um gênio”. Os homens queriam uma em sua casa.

Certa vez, vi mamãe rasgar uma revista de “história de amor” (fotonovela), porque a gente vivia uma vida de sacrifício e ia à escola pra estudar e pronto! Nossa mãe, igual a todas, achava que ainda não era o momento pra estar se enxerindo pro lado do sexo oposto. Como uma das minhas irmãs tirou nota baixa na escola e o fato coincidiu com a presença da revista em casa, a Grande Hotel virou fogueira de papel. Depois, deu a maior confusão, pois a revista era emprestada. Aí mamãe deu dinheiro pra mana comprar outra. Só que na Livraria Martins não tinha mais daquela. Então, o jeito foi comprar um exemplar diferente e esperar que a colega da minha irmã a desculpasse.

Quem era pego lendo uma fotonovela, ou já namorava ou estava treinando pra namorar. Para os maiores de 18 anos, quase nunca resultava em problemas. Já que não havia televisão em Macapá, antes de maio de 1974, as fotos das revistas ajudavam os adolescentes a aprender a beijar. Uns, treinavam na costa da mão ou no espelho, antes de se dirigir ao sexo oposto, outros, mais “apresentados”, após verem as fotos, partiam direto pra cima das garotas. O curioso era que, ser visto lendo fotonovelas (estórias de amor), era uma forma de revelar à família e aos vizinhos que a menina já “estava se pondo”, ou melhor, já se sentia pronta pra namorar. Era o momento de deixar de usar vestido “Maria Mijona”, de chita, e trajar blusa ou camiseta (com suadeira por baixo), ou mesmo minissaia e/ou vestido tubinho. Era o quadro pintado por Luiz Gonzaga, na música “O xote das meninas”:

“De manhã cedo, já está pintada.
Só vive cochilando, sonhando acordada.
O pai leva ao doutor, a filha adoentada.
Não come, não estuda, não dorme, não quer nada.
Ela só quer, só pensa em namorar”.

Mesmo sendo estórias montadas em fotos p&b com legendas, nossa imaginação nos levava a passeios no infinito campo do amor e da sedução. A gente conseguia até “ouvir” as vozes dos artistas. Eu amava secretamente aquelas tramas deliciosas. Quantas vezes me imaginei sendo o Carletto beijando a Michela Roc e recebendo um “SIM” dela? Esqueci quantos milhões de vezes desejei presenciar aquelas encenações, trabalhando como ator, na produção ou mesmo morando perto de onde ela morava. Se eu conseguisse pegar um autógrafo ou bater uma foto com ela, correria o mundo mostrando a façanha. Talvez até eu me tornasse famoso.

O maravilhoso de tudo isso é que no fim, o bem sempre vencia, permitindo que Jean Mary e Michela consumassem mais uma linda história de amor, do jeito como sonhávamos. E tinha que ser desse jeito, pois o mundo era bom e assim deveria continuar. Essa certeza, ao lado de uma vida sem maiores preocupações, é que embalava nossos sonhos juvenis e nos conduziu por excelentes caminhos, moldando nosso caráter, até nos transformar no que somos hoje.

  • Fale Pai, com certezo recordo-me quando o senhor ia para os sebos e se deliciava com as revistas da sua época.

  • Oi Cléo aproveito seu blog para desejar que Deus Abençoe sempre meus queridos primos Orivaldo (Oreco) e Edvaldo Souza (Meré) pela passagem de seus aniversários 28 e 29/05/pp.
    Muita saúde, amor e paz que eles merecem.

    • Oi, querida Cleide. eles são pessoas muito querida na sociedade. Amigos de infância (pois morei no Trem, próximo à vila operária). Deus abençoe e dê vida longa. Grandes poetas, os dois. Valeu pela lembrança!

    • Oi, Cleide.
      Só assim fico sabendo do aniversário desse pessoal. Estive em janeiro em Macapá, mas não deu pra gente se encontrar. Mas o Oreco me levou lá com a Mimi pra dar um abraço nela.
      Um abração.

  • Recordar a um passado tão maravilhoso (por brincar na frente de casa sem a preocupação de ser assaltado…)quanto este, é como fazer uma viagem para as montanhas de gelo do aconcágua. Gostei tanto que não resisti e fui andar de teleferico… e lá lembrei do que vocês me fizeram passar na famosa e inesquicível burrica… sinto saudades…
    Nossa! Cléo, a transparência da tua escrita realmente nos faz viajar, sonhar, passear e muito mais…

  • Parabéns,lembrar de coisas boas é a melhor coisa que pode acontecer,e com certeza do nosso jeito simples tem tanta coisa boa não é Cléo?. Saber fazer dessas lembranças algo capaz de contagiar outros a voltar no tempo é melhor ainda e você está ficando muito bom nisso.

  • O Sidou se lembra do “tocha” e tinha também o “amasso”. Flagramos o Crescencio escondidinho no fôrro do Grêmio, e com ele uma “pequena”, que quando desceu fizemos a maior gozação. São tempos maravilhosos que jamais voltarão.

    • O fruto daquele romance, chama-se “gremiliano” (porque foi feito no grêmio), um moleque que foi concebido naquela noite.

  • Excelente texto! Macapá ainda poderia ser assim, pois a população continua boa, honesta e até certo ponto ingênua. Não sou do tempo das fotonovelas mas as tex são um tesouro. Parabéns!

  • Parabéns meu amigo, tu és um verdadeiro saudosista, após esta maravilhosa leitura viajei no tempo relembrando também a época em que eu trocava revistas-gibis na frente dos cinemas Macapá e João XXIII. Lembrei-me agora que o nome dos porteiros dos dois cinemas era Seu Pedro, será que era mesmo verdadeiro ou homenagem à São Pedro, o porteiro do Céu? Enquanto trocávamos revistas nossas namoradas guardavam lugares, para quando, no apagar das luzes, a gente entrava pra dar aquele “tocha” nas meninas. E a quando alguém quisesse sentar, a menina dizia “tá ocupado”. Quem tinha esse privilégio era considerado o maioral. Tempos bons…
    Um abraço grande Cléo.

    • Oi, Sidú. Não lembro o nome dos porteiros. Mas há fundamento no que dizes. Não sou do tempo do “tocha” (rsss), mas creio que era asssim como relatas.

    • Olá, Sidou.
      Além do “seu” Pedro, porteiro, havia ainda, o bilheteiro. Um dos bilheteiros que passou por lá foi meu cunhado Píndaro (já falecido), que estudava no IETA e integrou uma banda chamada “Os Gaviões”.

      • Obrigado, Mestre Aloísio. Sempre em dia com as informações. Agora lembrei que o porteiro do Cine Macapá se chamava realmente Pedro.

  • Grande amigo Cléo Araújo, que saudades de o nosso bairro de Jacaré Acanga, heim? O que relatas fêz parte de todo uma geração fantástica quando éramos adolescentes e sem vícios nefastos. Lembras das farras gigantescas de consumo de picolé da sorveteria do seu Winter? E, por aí afora…

    • Alô, Tadeu. Claro que lembro! Tinha também aquela bola atrás do grêmio, onde o Zico fazia um jornal, à máquina, e falava da irmã do “Maripa”. Tudo ia muito bem, até o dia em que descobriram que fazia o jornal. rssss!

  • Oi Cléo, belas lembranças, viajei no tempo lendo seu texto. Li muita fotonovela pois minhas tias sempre compravam. Adorava ler gibis, e tenho até hoje mais de 500 exemplares, mas são dos super-heróis (da MARVEL E DC COSMICS) como super-homem, batman, titãs, homem aranha e tantos outros. Gostava muito de ler, também, 007 que era com a Brigith Monfort, a espiã mais bela do mundo. Lembrei das brincadeiras em frente de casa, tudo muito inocente e gostoso. Meu tio Ciro ensinava matemática a semana inteira, pra mim e pro Cléo, e no sábado passava prova onde cada questão tinha um valor em dinheiro. Ele nos pagava o valor das questões acertadas pra podermos ir pro cinema no domingo. Aí, fazíamos a festa, pela manhã: Cine João XXIII e a tarde: Cine Macapá. Lembranças muito felizes. Obrigada. Beijos.

    • Querida Cristina… belíssimas lembranças. Também guardo, com inestimável carinho, diversas revistas. Ainda hoje compro TEX, sobretudo quando viajo. Gostei muito do método de ensino-aprendizagem do Ciro. Isso rendeu ótimos dividendos. Como está o Ney? Recordo que foi o cortador de volei mais eficiente com quem tive o prazer de jogar. Te esperamos amanhã, na praça da Conceição, ok?

  • Oi Cléo das reminiscências de nossos tempos, relembro também do poço amazonas de nossa casa que eu e meu mano Paulão tinhamos como tarefa ajudar a mamãe encher um tambor de 200 litros. Eu e meu mano também tinhamos uma prefereência pela revista seleções do reader’s digest onde até hoje eu leio e meus filhos também.
    Valeu! vizinho pelas doces lembranças.

    • Oi, vizinha querida! Do teu quintal lembro bem, pois o Paulo, certa vez, inventou uma “quadra para treinarmos salto em altura. Iam pra lá: eu e meu irmão mais velho, além do Carlos e do Cláudio, sobrinhos do Sapiranga. Belos tempos.

  • Que belo texto, Cléo. São muitas boas lembranças daquele tempo…Eu lia muito. Todo tipo de revista em quadrinhos. Grande Hotel, Capricho, Luluzinha, Bolinha, Dracula (até hoje não esqueci as varias maneiras de se matar um vampiro,eheh). Adorava uma revista de terror! Ponto p você para a lembrança do Xote do Luis Gonzaga: realmente, meu pai cantava para mim e para a Vanda, minha irma “De manhã cedo, já está pintada. Só vive cochilando, sonhando acordada…. meu irmão Augusto tocava no acordeon e, até hoje eu guardo as partituras do L. Gonzaga e, às vezes, dedilho ao piano (mas isso é raro, rsrs).
    E Qto à Kim Novak, uma vez a Vanda cortou os cabelos à la Kim e papai, que era um gozador de primeira começou a chama-la de Kim Novak Preta, ahahahahah! Ela ficava uma fera!
    Lembrei também que eu ia com a Nazaré, sobrinha da professora Carmelita do Carmo e filha da Professora Creuza, comprar mais barato algumas revistas e a Seleções no Cofre do Patinhas. A maioria das revistas ja sem capa eram vendidas mais barato. Eu me esbaldava depois lendo, na minha rede! Quando meu pai chegava em casa, eu escondia as telenovelas, ahahah. abção Cléo e muito, mas muito obrigada mesmo por essas lembranças.

    • Oi, Veneide! A net nos proporciona transitar por vários lugares, ao mesmo tempo, como previu Arquimedes, de Siracusa. Fico feliz em saber que as lembranças também são tuas. Oh, tempo maravilhoso!

  • Parabéns Cléo! lendo sua crônica, que é tão verdadeira, deu vontade de fazer parte desse universo maravilhoso.

    • Oi, querida. Brigadão. A imaginação possibilita esses sonhos. É só fechar os olhos e mandar ver!

  • Oi, Cléo.
    Um mergulho muito gostoso nas memórias adormecidas.
    Bem lembrada a puxada de água de poço. Lembro que quando nos mudamos do Trem para a Favela, lá na Presidente Vargas, meu pai cavou um poço e eu fui seu ajudante. O sarilho usado na época da escavação ficou e só deixou de ser usado quando meu pai colocou uma bomba. Mas enquanto durou foi muito exercício. Quanto ao cinto, nem fale.
    Dos livros, guardo mais lembrança de uma gramática, dos livros de História do Borges Hermida e do Cours de Français, dos professores Fernando e Lauro Chaves.
    As revistas foram excelentes instrumentos de aprendizado de leitura. Das revistas em quadrinhos, lembro bem de todas essas que você citou. Apesar de gostar muito dos gibis, a mais marcante foi uma chamada “Edições Maravilhosas”, da EBAL. Minha iniciação na literatura universal começou por aí, pois ela apresentava, em quadrinhos, muitos dos romances hoje mundialmente famosos, como “O Conde de Monte Cristo”.
    Você comentou as revistas de fotonovelas. Essas também lí um bocado, porque também minhas irmãs também liam. Ou seja, em casa se lia de tudo que aparecesse, inclusive a “Voz Católica” (lembra?).
    Mas, uma revista de sempre lembro era a de um mergulhador chamado Risko. Uma dessas, o padre Vitório tomou de minha mão e rasgou, chamando-a de “indecente”. Só porque na capa o Risko estava acompanhado da namorada dele, embaixo dagua, com um arpão na mão, e ela estava de biquíni. essa cena foi no antigo barracão de madeira (alguns ainda lembram), ao lado da Igreja da Conceição (à esquerda), onde funcionou o Cine Paroquial
    (mais tarde foi construído o definitivo, na esquina da Feliciano Coelho com a Jovino Dinoá; mais tarde virou supermercado, depois uma repartição pública, e hoje não sei o que é).
    Bom texto, amigo.
    Um abraço.

    • Mestre Aloísio… é sempre um prazer indizível receber teus comentários. Completam o que a crônica diz, revelando um universo maior ainda. Incrível a atitude dos adultos em relação às crianças: nunca passava pela nossa cabeça a “maturidade” deles, muito menos a malícia. Muitas revistas e livros foram tirados dos alunos, por conta disso. Ah, escrevi um livro de poemas. Gostaria do teu endereço, para te remeter um exemplar (manda pelo email: [email protected] ou [email protected]). Brigadão, e um abraço.

      • Oi, Mestre Aloísio. o comentário que saiu com o nome da Mara… receba como do seu eterno discípulo. Ah, quero saber quando o teu livro sairá. Tenho certeza que até Herodoto brindará pela contribuição que darás à História. Abração!

        • Prezado Cleo,
          Me dá satisfação em saber que como voce o Cantuária também migrou de outro bairro para o querido bairro da Favela, não que os outros não tenham seus valores e significados, é que a Favela tem um it….
          Relendo sua crônica e acessando ao filme que ela representa, lembrei dos livros do Monteiro Lobato que nos acompanhou por todo o primário até chegarmos ao de admissão ao ginásio, As aventuras de Pedrinho, Pedrinho e Seus amigos, etc. Quem gostava de esportes também colecionava
          a Revista dos Esportes, a RE, antecessora da atual Placard, cujas o Sapiranga tinha a coleção completa.
          Trabalhei vendendo revistas na Livraria Zola, aos sábados tinha limpeza e arrumação no depósito, quando nos era dada a liberdade de ler várias revistas das citadas, mas somente as que estivessem sem capa.

        • Oi, Cléo.
          O livro está ainda no estágio da pesquisa, por se tratar de tema do meu TCC na Ufpa, a ser apresentado no final do ano. No ano que vem tentarei publicá-lo.

      • Oi, Mara.
        Agradeço, de antemão, pela deferência. Pode enviar para o [email protected].
        O nosso complemento nos complementos devem-se à semelhança de vivência na nossa Macapá de outros tempos.
        Quanto aos cuidados dos adultos (nossos pais), muitas vezes excessivos, precisamos considerar sobre seus comportamentos como reflexos da educação rigorosa que receberam de nossos avós e bisavós. Lembrando o amigo Sapiranga, muitas vezes os corretivos tinham lá suas razões, mas nem por isso não deixamos de respeitá-los e amá-los.
        Um abraço.

  • Oi Cléo, amo suas crônicas, lembrei também de uns livros de bolso com histórias de faroeste. Que tempo bom, nesta época desenvolvemos o prazer em ler e viajar com a imaginação. Nosso desafio hoje é ajudar nossos filhos a gostarem da boa leitura. Beijos.

    • Perfeito, Fernanda. Dentre os mais lidos: “Gisele, a espiã nua que abalou Paris” e todos do Marcial Lafuente Stefania (faroeste).

  • Essa é a era de ouro dos quadrinhos (palavras de um quase especialista, hihihi), onde muitos personagens importantes foram criados, e que permeiam o imaginário popular até hoje.

  • Você me fez voltar ao passado. Lembro de quando era bem pequena, havia um senhor, chamado “Sansinho”, que puxava água para o pessoal da redondeza, por alguns trocados, no poço da dona Carminda, que morava na Rua Tiradentes, esquina com a Av. Antonio Coelho de Carvalho. A água era armazenada em um tambor grande, e tinha que ser regrada. Quanto às brincadeira, além das que você citou, eu e minhas amigas da vizinhança, quando já éramos adolescentes, gostávamos de brincar de “boca do forno”, para irmos dar um beijinho no rapaz mais bonito da rua. Quem não ia, tinha que apanhar “bolo”. Ninguém via maldade naquelas brincadeiras, era tudo muito divertido. Bons tempos aqueles em que podíamos brincar nas ruas, sem medo da violência que hoje impera.

    • Sonho que ainda é possível fazermos tudo isso. Basta que cada um cumpra seu papel, onde as autoridades exerçam seu papel e o povo do bem possa andar livremente.

  • Eu era menos afortunado vendia bombons em frente ao cine macapá, tempo da mente estraminte, bombons de frutas e do famoso bombons de leite que era o preferido pelas meninas.

    • Olá, Jaime. Tens razão quanto à revista que citas. Porém cada garoto tinha seu elenco de revistas, onde algumas coincidiam. Belas lembranças dos bonbons.

  • Olá Léo faltou o revista masculina preferida para troca em frente ao cine macapá e joão XXIII “TOP SECRETO”.
    Além da livraria martins tinha também a AGENCIA ZOLA do seu Francisco Leite

  • A minha preferida era Tex Willer, que trocávamos antes da matinê do Cine Orange. Só após a troca eu me dava conta de qua havia sido passado para trás, mas nunca aprendia. Eu nunca tive a malícia dos verdadeiros negociantes.

  • Olá Leo eu era menos afortnado que vocês, eu vendia menta estramint, bombons de frutas e o famoso bombons de leite que era o preferido das meninas.
    Também faltou na sua coleção o revista TOP SECRETO, mancha negra, professor pardal e seu amigo lampadinha.
    Além da livraria martins tinha outra que era a AGENCIA ZOLA do seu Francisco Leite.

    • Tinha o Cofre do patinhas tb, lembra? Ficava situado na esquina da Mendonça Furtado com a Odilardo Silva e era comandada pelo Sr. Zacarias, pai do seu Francisco leite.

  • Parabens! pelas recordações, passamos por tudo isso! diante de todas as dificuldades, vencemos. Hoje a maioria são homens e mulheres felizes com suas maravilhosas lembranças …..

  • Que beleza Cléo,parabéns pela volta ao passado e pela fiel descrição, como todos dessa época eu tinha verdadeira fixação pela bela atriz Kim Novak, que ainda vive.

    • Oi, amigo Ruy. A Michela Roc, também e ainda trabalha. Sabias que ela fez uma ponta no filme “Cleópatra”, com a Liz Tailor?

    • Smigo Ruy, se vc gostava da Kim Novak, imagino que deve ter assistido o filme “O grande roubo de banco”, que eu assisti uma 10 vezes, 100 exagero. Lembra dela, nua, sobre o cavalo?

  • Excelente crônica! É sempre bom relembrar fatos que além de nos fazerem lembrar do que éramos nos fazem refletir acerca do que nos tornamos.

  • Que crônica maravilhosa. Terminei a leitura e depois de alguns minutos, me dei conta que eu havia parado no tempo pra ficar curtindo recordações…Parabéns, muito bem escrito e emocionante!

    • Quando escrevi, também. Na verdade, por ter tido uma infância super feliz, sempre me vejo lembrando daquele tempo. Não com saudade, mas com alegria.

  • Valeu Cléo. Lembro bem das minhas irmãs lendo essas revistas. Eu também dava uma olhadinha. Eu tinha coleção da revista TEX. Boa lembrança da Livraria Martins, onde vendia os livretos da literatura de cordel.Grande abraço.

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