De partir o coração

O garoto é daqueles que gosta de estudar, é um bom aluno, faz tudo para chegar cedinho na escola e não faltar nenhum dia.
O menino, que tem apenas 11 anos, está sendo tirado da escola para ajudar no sustento da família.

Estes dias a mãe do garoto foi à escola para fazer o cancelamento da matrícula. Ela tem vários filhos, o marido está doente sem condições de trabalhar. Para não morrerem de fome o jeito é colocar o filho mais velho – esse menino de 11 anos – pra sair por aí fazendo bico para ajudar no sustento da família.
Na escola, no dia que sua mãe foi pedir o cancelamento da matrícula, o garoto chorou. Chorou muito dizendo que não queri parar de estudar.

  • Não quero que voces critiquem A ou B quero que voces ajudem esse garoto pois se uma criança chora pra estudar é porque nosso país ainda tem um futuro…

    Não critiquem por favor imaginem voces nessa situação um filho chorando pra querer estudar ESTUDAR ESTUDAR ESTUDAR…. ELE QUER ESTUDAR…

    UMA CRIANÇA DE 11 ANOS CHORANDO PRA NÃO PARAR DE ESTUDAR….

    ME COLOCO A DISPOSIÇÃO PARA DOAR UMA CESTA BASICA POR MÊS PARA QUE ESSA CRIANÇA NÃO PARE DE ESTUDAR…

  • Alcinea, estou pronta para ajudar. Creio que não é hora de culparmos ninguém por esse abandono ou descaso, mas de ajudarmos!!! Conte comigo está aí meu e-mail.

  • Essa história veio à tona porque está no seu blog, mas de quantas – que acontecem o tempo todo e em todo lugar – não ficamos sabendo!?
    É uma boa oportunidade para um candidato ganhar destaque tomando uma atitude, enquanto tem disposição para isso. Depois de eleito… Todo mundo sabe!

  • Ei, não existem conselheiros tutelares na droga destas cidade? Por onde anda o Promotor responsável pela pasta da Adolescência e da Infância? Acorda aí Pastoral da Criança e do Adolescente.

  • O que se pode esperar com esse grupo político atual no Amapá. Pobreza à miséria. Eles pouco ligam para dor de quem passa fome, estão preocupados com o próximo veículo que vão ter. São lá nas baixadas onde grito do desespero ninguem ouve. Enquanto a hipocrisia e mentira tomam conta no horário eleitoral. Waldez 1,2,3 fogo!

  • Gostaríamos de ajudar a família doando uma cesta básica por mês, o que impediria o garoto de parar de estudar. Para isso, precisamos do contato da família.

  • Alcinea, muito louvável seu gesto, gostaria tbem de ajudar de alguma forma, o pouco que temos, pode ser muito pra quem nao tem nada. E nao adianta ficar criticando A ou B, tem que fazer nossa parte. Fico à disposiçao.
    Bjos.

  • Cadê as Bolsas 1x2x1x2x3…ôpa as Bolsas famílias que foram criadas para manter o aluno em idade escolar, NA ESCOLA. Conheço uma penca de mães q não tem filhos e recebem até 3 bolsas.

  • Estou muito longe daí. Não culpo a mãe. É desespero. Culpo o Estado. Alcinéa, use seu blog, seu prestígia pra fazer uma campanha pra manter essa criança na escola. Louvável o gesto de Jean Ferreira. Contem comigo.

  • Alcinéia,

    A mãe da criança está cometendo o crime de abandono intelectual, consistente em deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar. O fato é que a situação ocorre por extremo estado de necessidade, e descaso do estado, portanto, para tentar evitar um futuro mais triste me disponho a ajudar a família de alguma forma sem qualquer interesse, apenas motivado pelo meu senso de solidariedade com o próximo, tudo no intuito de manter essa criança na escola, razão pela qual gostaria do contato da criança que pode ser dirigido para meu e-mail.

  • Nenhum canidato está falando em propostas para o planejamento familiar.
    Isto é um assunto muito sério, mas não vejo nenhum movimento do governo estadual e de seus candidatos nesse sentido. Aliado a isso, também vejo somente propostas vagas, repetitivas sobre o investimento em educação e geração de renda e empregos.

    • Outra consideração válida. Todos só falam em fazer mais hospitais, mais escolas, mas esquecem de tratar a raiz do problema. Não haverá nunca escola e hospitais suficientes se não houver política séria de planejamento familiar e de controle da gravidez na adolescencia, que no país inteiro caiu 30% e só aumentou no Amapá quase 40%.

    • Nesta “República das Bolsas” em que vivemos, nunca ocorreu tanto planejamento familiar como agora. Só que este planejamento ocorre de forma inversa: quanto mais filhos, mais bolsas; e quanto mais bolsas, mais renda. Não aprovo governos assistencialistas. Lembro-me de colegas de infância que estudaram em Belém e viviam em repúblicas. Às vezes, tinham que dividir um ovo cozido para não dormirem com fome. Hoje são: juiz, advogado, contador e até delegado. Quanto a mim, se dissesse que já passei fome, estaria mentindo, mas feijão com arroz e charque (naquele tempo era barato) era o cardápio diário. Meu sonho de consumo era uma calça jeans, mas eu não podia comprar. Por isso, trabalhei com D. Nely, esposa do “seu” Mimi Amaro (falecidos), num ármazém que eles tinham na Mendonça Júnior, perto da Fortaleza. Salário no cós do short, fui, todo feliz, comprar meu sonho de consumo na loja da Dona Corina. No trajeto, perdi o dinheiro, e continuei sem a tão almejada calça. Hoje posso comprar quantas calças quiser. É por essas e outras que não consigo aceitar este tipo de comportamento. Vendo pessoas provocarem a demissão para ficarem em casa recebendo o seguro desemprego, coçando o saco, estranho o fato de uma família tirar o filho da escola porque precisa trabalhar. Será que mudou tanto a realidade? As pessoas precisam aprender a lutar pelos seus sonhos, tendo consciência de que nada é fácil, e o que é adquirido com muita luta, ninguém tira, pelo contrário, só acrescenta.

      • Para mim, cheira mais àqueles resultados imediatistas, adotados pelas classes menos favorecidas. Os envolvidos são incapazes de avaliar que o estudo rende muito mais, futuramente, do que renda informal e imediata.

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