O desrespeito ao pedestre

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Prezada Alcinea,
Como sei que seu blog é lido por uma grande parcela de pessoas formadoras de opinião no Amapá, inclusive da PMM, Governo do Estado e DETRAN/AP, gostaria de compartilhar com você o que segue:

Trabalhei em Macapá de 1997 a 2002, fui transferido para o Recife onde passei nove anos e novamente voltei para trabalhar e morar em Macapá.
 Nesse período a cidade não mudou muito. Ela apresenta os defeitos cruciais de sempre: falta de saneamento básico, ruas esburacadas, lixo nas ruas e iluminação pública quase inexistente. Sem falar nos grandes problemas que afligem a população em geral, tais como: saúde, educação, segurança pública etc, de péssima qualidade.
 
Alguns amigos daqui não ficam com cara de bons amigos quando falo mal de Macapá, mas não estou falando das pessoas que aqui habitam e sim da grande maioria dos políticos que enriquecem às custas da população mais pobre e menos esclarecida.
 
Pois bem. Uma coisa que me causava orgulho e que eu fazia questão de rapassar para os colegas do Recife, era o fato de que em Macapá os motoristas RESPEITAVAM os transeuntes quando estes usavam  a faixa de pedestres. (Lá não existe isso, se você bobear eles passam por cima de você e ainda voltam para cobrar possíveis danos em seus automóveis)
 
É isso RESPEITAVAM. No último dia 26/09/2012, fui atravessar a faixa que fica localizada em frente ao Juízado da Zona Norte. Vinha um motoqueiro com um carona e em alta velocidade passou raspando meu corpo quando eu já estva no meio da faixa. Por pouco não fui atropelado. Reclamei com ele e o mesmo retornou pela contra mão e perguntou do que eu estava reclamando…
Isso em frente a um guarda que fica de prontidão na porta do juizado…
Tirei por menos.
No mesmo momento fui atravessar a outra faixa que dá acesso a um posto de combustível da Petrobrás no mesmo perímetro e outro carro quase me atropela, mesmo eu já estando na faixa de pedestres.
Dessa feita era uma mulher que após passar a faixa de pedestres, diminuiu a velocidade, abaixou o vidro do carro e me disse impropérios que nem “as quengas” do seriado Gabriela da Rede Globo saberiam proferir.
Que absurdo! A única coisa de positivo no trânsito de Macapá que era esse respeito pelo pedestres está indo por água abaixo.
Desde então, passei a observar com mais atenção!
 É uma constante a falta de respeito com o pedestre.
  • Ja que estamos escancarando os nossos problemas de transito, pedimos as autoridades que multem os motoristas que nao respeitam ou nao sabem que duas faixas nao se pode passar, notadamente nos seguintes locais, Av Fab, em frente ao Forum, em frente ao Hospital Geral, em Frente a Assembleia Legislativa, e na rodovia JK, NINGUEM FAZ A ROTATORIA, PRINCIPALMENTE EM FRENTE A FAMAP.

  • ACHO QUE AS PREFEITURAS QUE TEM O TRÂNSITO MUNICIPALIZADO COMO MACAPÁ, SANTANA E JARI, DEVERIAM USAR O CÓDIGO DE TRÂNSITO E MULTAR AS PESSOAS QUE OCUPAM INDEVIDAMENTE AS CALÇADAS. ESTA PREVISTO NO CTB A INFRAÇÃO DE TRÂNSITO SEM O USO DE VEÍCULO. JÁ QUE OS CARAS SÓ FAZEM O CERTO SE MEXEREM NO BOLSO DELES, ACHO QUE SERIA UMA SAÍDA. SALVO ENGANO, SÓ A CIDADE DE FORTALEZA-CE QUE MULTA ESSES INFRATORES

  • É aa pura realidade, pra somar com vc a zona sul não faz diferente, e o pior que temos que ir pra sua pois as calçadas são ocupadas por veículos,já reclamei aos órgãos competentes fiquei esperando eles aparecerem, vieram! nunca! ta cara de todos em frente ao Forum na Av FAB a calçada e estacionamento, na Fab com Hildemar Maia tem uma revendedora de pneus CONTINENTAL a calçada é estacionamento, e outros e outros lugares, alias na cidade inteira, reclamar pra quem? pra Jesus com certeza.

  • Amigo cidadão, se assim permite lhe tratar. Junto-me a você para me indignar com a falta de educação e de respeito pelo próximo de uma grande parcela dos condutores de veiculos nesse nosso Estado, e digo “condutores” porque não raramente alguns sequer são portadores de habilitação. Gostaria sinceramente que nossos representantes legislativos apresentassem propostas educacionais sérias, pois é ali que tratamos a formação de nossas crianças, adolescente e jovens, visando a diminuição da violência não só no trânsito, mas no lar e na comunidade em que vivemos. Enquanto isso, vamos juntar forças e buscar difundir a consciência do respeito, da fraternidade e amor ao próximo.

  • Caro amigo reclamante,o desrespeito que vc passou não foi do motoqueiro apressado ,mais como vc bem disse é dos politicos que estão em nossa cidade sejam eles, municipais ,estaduais ou federais,acho que nos ultimos (20)vinte anos que ainda estão por vir a coisa ficara pior em nossa cidade troca apenas as moscas de lugar mais o Bolo contiua o mesmo,Macapa ainda acho que tem jeito,mais com uma intervensão FEDERAL ,ou voltando para antigo teritorio.

  • Multar seria uma solução mais quem vai multar, raramente se ver um guarda na rua, nao sei o que fazem durante o dia, a noite sem se fala. quem tem menos culpa e o motorista de veiculos, motoqueiros nao se fala tambem porque nao respetam lei alguma de transito, veja estatisticas no brasil inteiro.os ciclistas precisam descer da bicicleta e agir como pedestres, pedir passagem, os pedestres tem que ser educados a levantar a mao pedindo passagem, mais quem ira educa-los? mais em todos os casos e uma das cidades brasileiras que conheço que mais repeita a faixa de pedestres.

  • É fácil a solução: começa multando os sem educação, aqui em Brasília funciona assim.Mudou muito.Acredito na educação dos amapaenses.

    • Em Brasília, a lei da faixa de pedestre funciona, mas basta se deslocar para qualquer cidade-satélite que a realidade é totalmente diferente. Noto, também, que quanto mais baixo o nível sócio-cultural, maior é falta de educação. Os pedestres de nível cultural mais baixo não manifestam sua intenção em atravessar a via. Simplesmente, veem a faixa e metem a cara, ou então confundem os motoristas, ficando parados à faixa como se estivessem constrangidos em “dar sinal de vida”. Um dia desses, deparei com uma moça parada no limite de uma faixa da av. comercial do Sudoeste (bairro nobre de Brasília). Parei pra que a moça atravessasse e ela se explicou: “Eu tô esperando uma amiga”. Retruquei: “E não tem lugar melhor pra esperar essa amiga?”. Se cada um fizesse a sua parte, a realidade seria diferente. Depois desta experiência, eu só paro se o pedestre fizer sinal com a mão.

  • Severino !
    Sacanagem ne? kkkkkkkk os sujeitos mal educados vieram do Nordeste, por isso piorou o transito de Macapá ? …pode esta nascendo mesmo uma nova geração de condutores Mal Educados sim, nada melhor doque exercer uma cobrança mais energica eu acho …ontem foi ela, amanhã a vitima pode ser qualquer um.

  • Sou macapaense, daqueles apaixonados pela minha cidade natal, apesar de não mais morar aí. NUNCA escondo, nem mesmo perco a oportunidade de dizer que sou de Macapá, que sou amazônida. Alguns até tentam depreciar minha bela origem, devido aos coronéis a classe política viciada nessa maldita platônica amizade ao erário provindo do suor alheio, o que resulta em um quadro deplorável aos que de longe olham, dadas as costumeiras “hospedagens” nas papudas da vida.
    Confesso que meus argumentos de defesa resumiram-se a quase nada após descrever a exuberância da beleza natural e dos pontos turísticos, bem como da maravilhosa culinária macapaense, pois sei que até hoje ainda prevalece o empreguismo político-eleitoreiro, a subserviência e a incompetência capciosa dos idolatrados “gestores” de nossa sofrida terra.

  • Vamos fazer assim: Votar nos políticos que respeitem e façam respeitar o Código de Posturas Municipal. É lei! Então, que se plantem árvores no passeio público e sejam retiradas as placas dos comércios e as malditas “puxadinhas” sobre as calçadas.
    Ah, mas ninguém fará isso. Melhor deixar a cidade quente, igual a sala de espera do inferno. Que pena!

  • Sou motorista, mais a maioria do dia sou pedestre, nós também temos que ter atenção pois na maioria das vezes não levantamos a mão e chegamos na faixa e atravessamos logo, todos sabemos que temos que avisar que queremos atravessar, pois o freio do carro não responde imediatamente. a faixa de pedestre está virando anarquia em macapá.

      • Também concordo. Os pedestres simplesmente estão atravessando, sem avisar, com os carros em movimento. Algo também a considerar: a faixa de pedestre já é algo ultrapassado. Isso se resolve com passarelas. Os semáforos devem ser toso de no minimo 3 tempos. E fazer retorno somente em lugares permitidos. Digo mais: quem dirigir em Macapá e conseguir sobreviver está habilitado dirigir em qualquer lugar do mundo principalmente na Africa, India, China …

  • Querida Alcinea,tempo de eleição tudo é muito faci,imagine a ultima investida agora do PSB aqui no arquipéla do Bailique é mandar seus militantes sairem de casa em casa oferecendo emprestimo da AFAP,acho estranhoéssa atitude apenas duas semanas da Eleição,cadê a Justiça,pra averiguar,essa bondade sem limite. Bailique 28 de Setembro de 2012

  • Quando você atravessar na faixa tem que avisar, levantar a mão e deixar ser visto, caso contrário vai virar estatística.

    • Ao atravessarmos a faixa de pedestre devemoa levantar a mão sim. Mas os condutores de veículos devem vir numa velocidade mínima ao se aproximar da faixa, para claro dar tempo parar. É lógico que, se o motorista vem em alta velocidade e não diminue, contribue de forma violenta para um acidente.É preciso que haja respeito por prte dos condutores de veículo.

  • O fato ocorrido com o autor da matéria, é explicavel, não generalizando, a população da zona norte é composta em percentual elevado de nordestinos.

    • Ridiculo teu comentário sobre os nordestinos. Aposto que vc nunca teve a oportunidade de visitar o Nordeste. Essa região é muito mais desenvolvida e escolarizada que a região norte.

      • Severino jogou pesado, mas acho que compreendo seu comentário. O que ocorre é que os estados mais pobres, em vez de buscar uma forma de mitigar seus problemas sociais dentro da sua unidade federativa, tentam resolver o problema exportanto sua pobreza. Com isso, surge a figura dos aventureiros (meu pai foi um deles – a diferença é que, naquela época, a realidade era bem diferente do que se vê hoje). Isso gera um sério problema social e descontentamento por parte dos nativos no estado de destino, como é notório no caso do Amapá. O motivo desta invasão todo mundo conhece.

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