Eleições limpas

Tá todo mundo convidado para o  lançamento da Campanha Eleições Limpas-2010, amanhã, 24,  às 19h no auditório da OAB.
O Comitê Eleições Limpas foi  criado com os compromissos de auxiliar no combate à corrupção eleitoral, ajudar a sociedade no despertar para consciência cidadã e lutar pela promoção de eleições limpas e democráticas.
Amanhã durante o lançamento da campanha serão distribuídos adesivos, folhetos, cartazes, entre outros tipos de propaganda.

  • Como garantir eleição limpa se o voto não é totalmente secreto? Por que na apuração dos votos os candidatos políticos ficam sabendo exatamente quantos votos obtiveram em cada zona e seção? Será que o voto é realmente secreto? Os eleitores pobres, que trocam seu voto por uma promessa, nas campanhas feitas de casa em casa, ou vendem o voto não seriam na verdade controlados indiretamente na apuração dos votos por seção e zona x? Já ouvi dizer de ameaças a eleitores que se aquele voto do candidato não caísse em tal zona e seção, … Então a legislação eleitoral tem um furo, onde o voto não é totalmente secreto?

  • Oportuna a postagem sobre eleições limpas, campanha formidável comandada pela Associação dos Magistrados Brasileiros. Penso que a política no Brasil carrega vícios que remontam ao Período Colonial e ao início da República e que até hoje ainda são largamente utilizados. A história política atual está intrinsecamente ligada a males como o patrimonialismo, o clientelismo e o populismo das instituições e de líderes políticos.

    A campanha eleições limpas que tem como âncora a máxima “Não Vendo meu Voto”, busca a conscientização dos eleitores quanto à importância do voto e o dever de cada um de fiscalizar o processo eleitoral. Contudo, a lisura do processo eleitoral passa, necessariamente, por um comprometimento ético do político, não restrito às irregularidades na arrecadação de recursos e na compra de votos, prática que fomenta o crescimento dos mais abastados, que mantém campanhas milionárias, muitas vezes financiadas com recursos públicos, como já cansamos de ver Brasil afora.

    E aqui não me refiro a qualquer pessoa em particular. Não é meu objetivo criticar qualquer político Tucujú, mas, comportamentos distorcidos da ética e da moral.

    Fato que me causa repugnância – e que reputo como desvirtuamento de um comportamento ético-, é a exploração da miséria e da dor alheia, sobretudo dos mais pobres, cuja situação social, por si só, já é uma tragédia.

    Digo isso porque jamais vi qualquer político explorar a dor da perda de um filho de uma pessoa rica; do trauma de um empresário seqüestrado; das sequelas de um cidadão de classe média atingido por uma bala perdida. Vejo sempre a utilização da imagem de pobres morando em casebres, como se as tragédias, a violência e os traumas, fossem uma “exclusividade” dessa parcela da população.

    Não me convenço da existência de bons propósitos em práticas como essas. Não vejo com bons olhos depoimentos de mães que perderam seus filhos pela falta de atenção na saúde ou como vítimas da violência. As cenas são fortes e impactantes para qualquer um que tenha sentimento, mas não tem o condão de despertar naquele que se utiliza dessa prática qualquer comoção. Isso é fato. A frieza das atitudes colide com a ética já que nos olhos de quem explora a tragédia alheia há sempre um “legal essa cena, vai ficar bom no programa!”.

    É preciso que tenhamos consciência que a exposição da dor dos menos favorecidos é prática abjeta e que precisa ser combatida já que se constitui num instrumento para a captação de votos. A exploração da miséria, portanto, não pode ser utilizada como isca para a captação de votos. Parece utópico no mundo que vivemos já que a busca pelo poder não tem limites. Contudo, repudiar comportamentos como esses já é um bom início.

  • É evidente que não podemos deixar apenas nas mãos da justiça eleitoral o papel de fiscalizador das eleições deste ano. A sociedade civil e o povo são co-partícipes desse processo na denúncia dos ilícitos eleitorais. Essa iniciativas é de fundamental importância para que as entidades da sociedade e a sociedade como um todo se tornem, também, responsáveis pela condução do processo eleitoral. O COMITÊ ELEIÇÕES LIMPAS é , sim, uma grande conquista da sociedade. São agentes públicos e entidades tentando barrar a farra da compra de voto e convocando a população a se juntarem nessa tarefa, que é de todos nós. Não adianta apenas esbravejar e achar que se resolverá o problemas da compra e venda do voto com uma varão de condão

    Parabés aos idealizadores do evento e parabéns à sociedade que ganha um importante instrumento na moralização e transparência das campanhas eleitorais.

    Eu vou lá, e colocarei meu pequeno tijolinho, adesivando o meu carro e distribuindo cartazes e panfletos.

    • Passar oito anos no governo e não duplicar a Duque de Caxias (Duca Serra)é ruim, heim. Quem vai pra santana tem que mofar atrás dos caminhões da Ancel. Haja paciência. Não, mais incompetente logo…

  • Minha querida vc sabe que sou viciada em te ler. E como adoro isso, te indiquei como um dos Meus Melhores. Passa lá em casa, e dá uma olhadinha.
    Bjos

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