Empresários italianos querem cultivar açaí e importar derivados da castanha

Os produtos da biodiversidade amapaense foram os que mais chamaram atenção da comitiva de empresários italianos, chefiada pelo coordenador da comissão de amizade Brasil – Itália, deputado Domenico Schilipoti, em visita ao Amapá. A comitiva veio a convite do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e do vereador Clécio Luis (PSOL-AP). Participou de visitas a empreendimentos, rodada de negócios, conversa com deputados estaduais e com o governador Camilo Capiberibe.

Há 20 anos Schilipoti, que é médico oncologista, vem ao Brasil, onde já publicou 10 livros de medicina natural, mas não conhecia a Amazônia e suas potencialidades. “A Europa está envelhecendo e o Amapá tem muitas matérias-primas que a Itália não tem mais. Em contrapartida, nós temos tecnologia de produção e podemos trazer para o estado”, disse o deputado do Parlamento Italiano.

Domenico sugeriu ao senador e ao governador que seja criada uma rota de navio direta do Porto de Santana para um porto na Itália, através do Mar Mediterrâneo, que “é a porta principal para os mercados da África e da Ásia”. Sugeriu também um protocolo de intenções, que levará em mãos ao governador da Sicília, de onde é natural. Esse documento será o ponto de partida para uma relação bilateral nas áreas da economia, turismo, conhecimento, cultura, tecnologia e urbanismo.

No primeiro contato com empresários amapaenses, os italianos despertaram interesse em particular por madeira certificada, produção de açaí, beneficiamento de castanha do Brasil, extração e beneficiamento de pedras ornamentais, mandioca, fitoterápicos entre outros. Segundo Domenico, esses produtos são novidade na Europa e seu potencial de comercialização é enorme. No caso das pedras ornamentais, a Itália possui tecnologia de ponta para beneficiamento.

Além do protocolo entre as regiões, o grupo italiano trouxe também a proposta de constituir, entre Macapá e a cidade de Messina, na Sicília, o programa Cidades Gêmeas. Através desse programa serão possíveis intercâmbios culturais, estudantis, comerciais, de turismo e outras áreas de cidade para cidade. O deputado italiano sugeriu que os dois lados trabalhem juntos pela abertura de uma linha aérea Roma – Macapá, que possibilitaria deslocamentos em seis horas, quando as linhas até o sudeste levam até 12 horas.

No encontro com o governador ficou acertada para junho deste ano uma atividade conjunta na Sicília, quando as potencialidades do Amapá serão apresentadas aos governantes italianos, consolidando as possibilidades de negócios e intercâmbios. Para o senador Randolfe, a relação com a Europa é hoje uma grande oportunidade de crescimento econômico, geração de emprego e renda para o Amapá.

(Márcia Corrêa)

  • Vamos ficar de olho: italianos, estrangeiros, hum. Deixem nosso aaçai em paz e não venham me dizer que a madeira que querem comprar vai mesmo ser certificada. E como vai ficar a fiscalização e o replantio das áreas derrubadas? Randolfe e Clécio, esse papo é velho: “A Europa está envelhecendo e o Amapá tem muitas matérias-primas que a Itália não tem mais. Em contrapartida, nós temos tecnologia de produção e podemos trazer para o estado”. A Europa está quebrando e esse pessoal não tira o olho da Amazônia.

  • Escrevam aí o que está por trás desse “intercâmbio”: P E T R Ó L E O (O Amapá está boiando sobre petróleo)

  • Muito boa a idéia de um voo Roma/Macapá, seis horas, enquanto que Macapá/São Paulo tira-se até dez horas. Depois dessa vou conhecer a Itália, tomara que saia logo das idéias e vamos a prática.

  • acho boa a intenção de aproveitar as nossas riquezas naturais no sentido manter a preservação do nosso verde, mas também acho que deveria haver um debate junto aos trabalhadores rurais no sentido dessas riquezas serem aproveitadas por eles através de um sistema eficiente cooperação, o qual já existiu em nosso estado, mas que, infelizmente, foi e continua sendo esquecido.
    Também já deu certo em Belém e pode ser retomado no nosso estado.

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